OFICIAL / OFICIOSO - Oficial (adjetivo, do latim officialem), diz-se de tudo
que é declarado por uma autoridade competente; do que é obrigatório; do que é
desenvolvido conforme as ordens legais; daquilo que é revestido de todas as
formalidades; do que é solene, burocrático; daquilo que emana do governo; que
se refere ao costume; que se refere ao alto funcionalismo; daquilo que oculta o
maior mal.
Oficial também pode
significar: militar graduado, superior a sargento; dignitário de certas ordens
honoríficas; homem do mar que tem cargo superior ao dos marinheiros; pessoa que
vive do seu ofício; operário mestre; aquele que, no tabelionato, pode praticar
atos do tabelião; serventuário privativo e vitalício com subordinação
administrativa e judiciária, que tem a seu cargo um dos ofícios dos registros
públicos (registro civil das pessoas naturais, das pessoas jurídicas, de
títulos e documentos e de imóveis); empregado inferior judicial ou
administrativo que faz citações, intimações etc.; funcionário graduado ou superior.
Oficioso (adjetivo, do
latim officiosum), diz-se do empregado que gosta de
ser agradável para seu chefe; do que é prestável, obsequiador, serviçal; do
gratuito; do que não é oficial; do desinteressado; da mentira social para
elogiar segundo sem prejudicar terceiro.
Também é conhecido por oficioso
o idiota útil, militante de um partido ou de um determinado segmento o qual age
espontaneamente ou por determinação daquele ou daqueles que direcionam as
atribuições dos seguidores das doutrinas, dogmas ou ensinamentos religiosos,
políticos ou ideológicos dos chefes ou comandantes.
Oficioso é ainda o
bajulador, sabujo, servil, adulador ou subserviente que, gratuitamente, defende
até mesmo com a própria vida, a reputação e as falcatruas do chefe, patrão,
político-chefe, marido ou mulher de caráter duvidoso.
Juridicamente - diz-se oficioso -, do advogado que,
sem ter procuração do réu, passa a defendê-lo ao ser nomeado pelo juiz para tal
finalidade.
Diz-se também – oficioso - do jornal que, sem
caráter oficial, atua sob inspiração ou determinação do governo; do que é
simplesmente informativo. Cognatos: oficiosidade; oficiosamente; oficionário.
OLHA
SÓ / OUÇA BEM / VEJA BEM - Por bom estilo, não
se deve usar estas expressões antipáticas e tão inúteis quanto a
"campeã" das bobagens "antes de mais nada" e a
"vice-campeã" "a nível de." “Olha
só” - expressão usada inicialmente nas favelas, entre os traficantes de
drogas, no Rio de Janeiro – alastrou-se pelo Brasil e é repetida em todas as
camadas da sociedade. Todavia, a expressão “Olha
só” evidencia apenas a pobreza vocabular do seu utente, colocando-o na
lista das pessoas desqualificadas ante os padrões cultos da nossa língua
Pátria!
Conforme a circunstância, “por favor” é a expressão a ser usada, mas dependo
do momento e da forma que o usuário aplicar essa expressão, o tom imperativo
implicará simpatia ou repulsa espontânea.
“Ouça bem” e “veja bem”, poderão ser adequadas somente
em poucas e especiais situações e se forem suavizadas com um sorriso, tanto
oportuno quanto eficaz.
Há quem, por vício, use a expressão “veja bem” desnecessária e
continuamente, colocando-se como partidária do idiotismo cultural.
OMEGA
/ ÔMEGA –
Omega, vocábulo paroxítono,
pronúncia grega (o méga) que designa a última letra do alfabeto grego e
que significa o grande.
Omega é, portanto, o vocábulo derivado da expressão grega
o méga. Daí também se tem expressões como: megabyte, megaempreendimento
(grandioso empreendimento), megaempresa (gigantesca empresa), megahertz, megalomania (mania de grandeza; macromania), megalossauro (grande dinossauro carnívoro
que viveu no jurássico da Europa e da África), megalítico (grandes
monumentos pré-históricos feitos de blocos de pedra), megashow, megasusseso.
Na Macedônia o povo falava um idioma derivado do grego e usava a
expressão grega o méga para se referir a Alexandre, o grande
conquistador, educado por Aristóteles, porém, inclemente, místico,
temperamental e impiedoso.
Alexandre, fundador da imponente Alexandria e de outras importantes
cidades, conquistou a Grécia, a Pérsia, o Egito, a Mesopotâmia e a Síria.
Reuniu todo o mundo conhecido na época em um só império, com exceção do
Mediterrâneo Ocidental. No Egito, aclamaram-no “filho de Amon” (filho de Deus).
Foi coroado “rei do mundo” e morreu em 324 a. C. aos 33 anos de idade.
Depois da morte de Alexandre, o seu vasto império foi divido entre seus
generais os quais travaram devastadoras guerras entre si. Dentre esses chefes
das armadas do mega imperador, filho do
deus Amom, alguns deles vieram à América do
Sul determinados a dominar essa região, por determinação do mega
conquistador.
Enquanto alguns historiadores afirmam que o "grande"
Alexandre morreu vitimado por uma febre, outros dizem que, como consequência
das constantes conspirações, o poderoso Alexandre foi envenenado.
Com a morte do grande chefe da nação helênica, cuja figura era
evidenciada por um misto de crueldade e generosidade, espertalhões espalhados
por variadas partes do planeta criaram religiões que enfatizavam determinados e
respectivos filhos de Deus, também sublimados aos 33 anos de idade.
Omega era a expressão usada também para designar
guerreiros como Aquiles, Péricles, Heitor, Xenofonte, Felipe, Dario, Ptolomeu,
Antígono, Seleuco, Milcíades e outros.
Diz-se ainda: “Bill Gates, o mega empresário”.
Ômega - forma proparoxítona – foi a palavra usada por São João que, em
seu exílio na ilha de Patmos, escreveu o Apocalipse, último livro da
Bíblia. Ver no capítulo 22, versículo 13, do citado livro: “Eu sou o Alfa
e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro.”
O QUE
FAZER / O QUE NÃO FAZER
- Tratando-se de etiqueta social e etiqueta profissional, o que se deve
fazer:
- acompanhar o visitante até a
porta;
- agradecer;
- aprender a dançar;
- apresentar-se mencionando o nome e a
instituição à qual pertence, quando for representar alguém da sua hierarquia ou
diante de interlocutor (na conversação por telefone), assim como nos eventos em
que a auto-apresentação seja conveniente;
- aprimorar a percepção, em todos os
sentidos;
- arquivar mantendo o devido registro, tal qual
se faz nas bibliotecas;
- ceder assento a gestante, a quem tenha algum
tipo de deficiência ou a pessoa maior de 60 anos;
- conferir para certificar-se;
- confirmar recebimento de documentos
enviados;
- desligar o telefone móvel (celular) nas
reuniões, aulas e solenidades;
- elegantemente, dizer não para evitar
aborrecimentos posteriores;
- emitir mensagem de agradecimento ante a
gentileza ou benefício recebido;
- evitar confrontos;
- interessar-se pelas pessoas, estimulando-as
ao crescimento;
- ler antes de assinar;
- ler livros que aumentem a cognição;
- levantar-se para recepcionar pessoa
ilustre;
- manter harmonia e discrição na forma de
olhar, nos gestos, na postura, nas palavras, nas atitudes, na aparência, no
sorriso e cumprimento;
- manter objetividade e respeito ao horário, ao
usar o telefone;
- não usar o telefone enquanto estiver
atendendo alguém (avise que atenderá depois, porque está com uma visita ou cliente);
- no escritório, atender dizendo: "tenho
cinco minutos para falar como o meu nobre amigo";
- ouvir, analisar e depois responder;
- praticar arte marcial, ioga, natação e
caminhada;
- reaprender sempre;
- respeitar os limites das suas ações e a
privacidade alheia;
- ser amável, respeitando e valorizando os
colegas;
- ser pontual nos pagamentos e nos demais
compromissos;
- tratar por senhor ou senhora, qualquer pessoa
que seja maior de 18 anos, com a qual não haja intimidade evidente; e
- vestir-se de acordo com o ambiente.
O QUE NÃO FAZER:
- adiar o que pode ser feito
imediatamente;
- afirmar: “você engordou!”
- afirmar: “você envelheceu!”
- alisar a roupa do interlocutor;
- apontar alguém com o dedo;
- atuar como bajulador;
- atuar como idiota útil (espalhando boato ou
mensagem alienante);
- bocejar;
- comer em local público, na hora errada;
- confiar na memória e não anotar;
- conversar tocando nas pessoas;
- cumprimentar apertando mão de quem esteja
comendo;
- dar "tapinhas" nas costas do
interlocutor;
- demonstrar pessimismo;
- desviar o olhar, ao conversar com
alguém;
- discutir a respeito de futebol, religião ou
política, impondo-se como detentor ou detentora da verdade;
- dirigir-se a alguém usando o vocábulo
"você";
- dizer sim sem pensar nas consequências;
- dizer: "era o que eu ia
falar";
- dizer: "sem querer interromper e já
interrompendo";
- dizer: "tirou a palavra da minha
boca";
- esquecer datas importantes;
- falar desnecessariamente;
- falar mais do que o necessário;
- falar mal de outras pessoas;
- falar sem pensar no efeito da palavra;
- falar sobre intimidade;
- falar sobre problemas conjugais;
- falar usando tom elevado;
- perguntas a quem estiver comendo;
- perguntas indiscretas;
- frequentar boteco;
- fumar (quem fuma, mostra que não tem
autocontrole);
- interromper conversa alheia;
- julgar precipitadamente;
- manter o palito dental na boca após a
refeição;
- mascar fumo ou chiclete enquanto conversa
entre familiares, amigos ou desconhecidos;
- mostrar insatisfação ante o trabalho;
- mostrar-se egoísta;
- mostrar-se sempre descontente;
- perguntar a idade de alguém;
- redigir sem autocrítica;
- roer unhas;
- sair sem pedir licença ou se despedir;
- ser inflexível;
- ser uma pessoa desorganizada;
- subestimar a capacidade alheia;
- tentar intimidade com pessoa
recém-conhecida;
- tirar fotografia com copo na mão;
- usar egoisticamente o pronome
"eu";
- usar jargões, gírias e frases feitas;
- usar telefone preso à cintura.
