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    30/11/2015

    Língua Portuguesa - Professor Fernando Marques

    OFICIAL / OFICIOSO - Oficial (adjetivo, do latim officialem), diz-se de tudo que é declarado por uma autoridade competente; do que é obrigatório; do que é desenvolvido conforme as ordens legais; daquilo que é revestido de todas as formalidades; do que é solene, burocrático; daquilo que emana do governo; que se refere ao costume; que se refere ao alto funcionalismo; daquilo que oculta o maior mal.  
    Oficial também pode significar: militar graduado, superior a sargento; dignitário de certas ordens honoríficas; homem do mar que tem cargo superior ao dos marinheiros; pessoa que vive do seu ofício; operário mestre; aquele que, no tabelionato, pode praticar atos do tabelião; serventuário privativo e vitalício com subordinação administrativa e judiciária, que tem a seu cargo um dos ofícios dos registros públicos (registro civil das pessoas naturais, das pessoas jurídicas, de títulos e documentos e de imóveis); empregado inferior judicial ou administrativo que faz citações, intimações etc.; funcionário graduado ou superior. 
    Oficioso (adjetivo, do latim officiosum), diz-se do empregado que gosta de ser agradável para seu chefe; do que é prestável, obsequiador, serviçal; do gratuito; do que não é oficial; do desinteressado; da mentira social para elogiar segundo sem prejudicar terceiro. 
    Também é conhecido por oficioso o idiota útil, militante de um partido ou de um determinado segmento o qual age espontaneamente ou por determinação daquele ou daqueles que direcionam as atribuições dos seguidores das doutrinas, dogmas ou ensinamentos religiosos, políticos ou ideológicos dos chefes ou comandantes.
    Oficioso é ainda o bajulador, sabujo, servil, adulador ou subserviente que, gratuitamente, defende até mesmo com a própria vida, a reputação e as falcatruas do chefe, patrão, político-chefe, marido ou mulher de caráter duvidoso.  
    Juridicamente - diz-se oficioso -, do advogado que, sem ter procuração do réu, passa a defendê-lo ao ser nomeado pelo juiz para tal finalidade.  
    Diz-se também – oficioso - do jornal que, sem caráter oficial, atua sob inspiração ou determinação do governo; do que é simplesmente informativo. Cognatos: oficiosidade; oficiosamente; oficionário. 
    OLHA SÓ / OUÇA BEM / VEJA BEM - Por bom estilo, não se deve usar estas expressões antipáticas e tão inúteis quanto a "campeã" das bobagens "antes de mais nada" e a "vice-campeã" "a nível de."  “Olha só” - expressão usada inicialmente nas favelas, entre os traficantes de drogas, no Rio de Janeiro – alastrou-se pelo Brasil e é repetida em todas as camadas da sociedade. Todavia, a expressão “Olha só” evidencia apenas a pobreza vocabular do seu utente, colocando-o na lista das pessoas desqualificadas ante os padrões cultos da nossa língua Pátria!
    Conforme a circunstância, “por favor” é a expressão a ser usada, mas dependo do momento e da forma que o usuário aplicar essa expressão, o tom imperativo implicará simpatia ou repulsa espontânea.
    “Ouça bem” e “veja bem”, poderão ser adequadas somente em poucas e especiais situações e se forem suavizadas com um sorriso, tanto oportuno quanto eficaz. 
    Há quem, por vício, use a expressão “veja bem” desnecessária e continuamente, colocando-se como partidária do idiotismo cultural. 
    OMEGA / ÔMEGA – Omega, vocábulo paroxítono, pronúncia grega (o méga) que designa a última letra do alfabeto grego e que significa o grande. 
    Omega é, portanto, o vocábulo derivado da expressão grega o méga. Daí também se tem expressões como: megabyte, megaempreendimento (grandioso empreendimento), megaempresa (gigantesca empresa), megahertz, megalomania (mania de grandeza; macromania), megalossauro (grande dinossauro carnívoro que viveu no jurássico da Europa e da África), megalítico (grandes monumentos pré-históricos feitos de blocos de pedra), megashow, megasusseso. 
    Na Macedônia o povo falava um idioma derivado do grego e usava a expressão grega o méga para se referir a Alexandre, o grande conquistador, educado por Aristóteles, porém, inclemente, místico, temperamental e impiedoso. 
    Alexandre, fundador da imponente Alexandria e de outras importantes cidades, conquistou a Grécia, a Pérsia, o Egito, a Mesopotâmia e a Síria. Reuniu todo o mundo conhecido na época em um só império, com exceção do Mediterrâneo Ocidental. No Egito, aclamaram-no “filho de Amon” (filho de Deus). Foi coroado “rei do mundo” e morreu em 324 a. C. aos 33 anos de idade.
    Depois da morte de Alexandre, o seu vasto império foi divido entre seus generais os quais travaram devastadoras guerras entre si. Dentre esses chefes das armadas do mega imperador, filho do deus Amom, alguns deles vieram à América do Sul determinados a dominar essa região, por determinação do mega conquistador.
    Enquanto alguns historiadores afirmam que o "grande" Alexandre morreu vitimado por uma febre, outros dizem que, como consequência das constantes conspirações, o poderoso Alexandre foi envenenado.
    Com a morte do grande chefe da nação helênica, cuja figura era evidenciada por um misto de crueldade e generosidade, espertalhões espalhados por variadas partes do planeta criaram religiões que enfatizavam determinados e respectivos filhos de Deus, também sublimados aos 33 anos de idade.
    Omega era a expressão usada também para designar guerreiros como Aquiles, Péricles, Heitor, Xenofonte, Felipe, Dario, Ptolomeu, Antígono, Seleuco, Milcíades e outros. 
    Diz-se ainda: “Bill Gates, o mega empresário”. 
    Ômega - forma proparoxítona – foi a palavra usada por São João que, em seu exílio na ilha de Patmos, escreveu o Apocalipse, último livro da Bíblia. Ver no capítulo 22, versículo 13, do citado livro: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro.” 
    O QUE FAZER / O QUE NÃO FAZER - Tratando-se de etiqueta social e etiqueta profissional, o que se deve fazer: 
    - acompanhar o visitante até a porta;  
    - agradecer; 
    - aprender a dançar; 
    - apresentar-se mencionando o nome e a instituição à qual pertence, quando for representar alguém da sua hierarquia ou diante de interlocutor (na conversação por telefone), assim como nos eventos em que a auto-apresentação seja conveniente; 
    - aprimorar a percepção, em todos os sentidos; 
    - arquivar mantendo o devido registro, tal qual se faz nas bibliotecas; 
    - ceder assento a gestante, a quem tenha algum tipo de deficiência ou a pessoa maior de 60 anos; 
    - conferir para certificar-se;  
    - confirmar recebimento de documentos enviados; 
    - desligar o telefone móvel (celular) nas reuniões, aulas e solenidades; 
    - elegantemente, dizer não para evitar aborrecimentos posteriores; 
    - emitir mensagem de agradecimento ante a gentileza ou benefício recebido; 
    - evitar confrontos; 
    - interessar-se pelas pessoas, estimulando-as ao crescimento; 
    - ler antes de assinar; 
    - ler livros que aumentem a cognição; 
    - levantar-se para recepcionar pessoa ilustre; 
    - manter harmonia e discrição na forma de olhar, nos gestos, na postura, nas palavras, nas atitudes, na aparência, no sorriso e cumprimento; 
    - manter objetividade e respeito ao horário, ao usar o telefone; 
    - não usar o telefone enquanto estiver atendendo alguém (avise que atenderá depois, porque está com uma visita ou cliente); 
    - no escritório, atender dizendo: "tenho cinco minutos para falar como o meu nobre amigo"; 
    - ouvir, analisar e depois responder; 
    - praticar arte marcial, ioga, natação e caminhada; 
    - reaprender sempre; 
    - respeitar os limites das suas ações e a privacidade alheia; 
    - ser amável, respeitando e valorizando os colegas; 
    - ser pontual nos pagamentos e nos demais compromissos; 
    - tratar por senhor ou senhora, qualquer pessoa que seja maior de 18 anos, com a qual não haja intimidade evidente; e 
    - vestir-se de acordo com o ambiente. 
    O QUE NÃO FAZER: 
    - adiar o que pode ser feito imediatamente; 
    - afirmar: “você engordou!”
    - afirmar: “você envelheceu!”
    - alisar a roupa do interlocutor; 
    - apontar alguém com o dedo; 
    - atuar como bajulador; 
    - atuar como idiota útil (espalhando boato ou mensagem alienante);  
    - bocejar; 
    - comer em local público, na hora errada; 
    - confiar na memória e não anotar; 
    - conversar tocando nas pessoas; 
    - cumprimentar apertando mão de quem esteja comendo; 
    - dar "tapinhas" nas costas do interlocutor; 
    - demonstrar pessimismo; 
    - desviar o olhar, ao conversar com alguém; 
    - discutir a respeito de futebol, religião ou política, impondo-se como detentor ou detentora da verdade;
    - dirigir-se a alguém usando o vocábulo "você"; 
    - dizer sim sem pensar nas consequências; 
    - dizer: "era o que eu ia falar"; 
    - dizer: "sem querer interromper e já interrompendo"; 
    - dizer: "tirou a palavra da minha boca"; 
    - esquecer datas importantes; 
    - falar desnecessariamente; 
    - falar mais do que o necessário; 
    - falar mal de outras pessoas; 
    - falar sem pensar no efeito da palavra; 
    - falar sobre intimidade; 
    - falar sobre problemas conjugais; 
    - falar usando tom elevado; 
    - perguntas a quem estiver comendo; 
    - perguntas indiscretas; 
    - frequentar boteco; 
    - fumar (quem fuma, mostra que não tem autocontrole); 
    - interromper conversa alheia; 
    - julgar precipitadamente; 
    - manter o palito dental na boca após a refeição; 
    - mascar fumo ou chiclete enquanto conversa entre familiares, amigos ou desconhecidos; 
    - mostrar insatisfação ante o trabalho; 
    - mostrar-se egoísta; 
    - mostrar-se sempre descontente; 
    - perguntar a idade de alguém; 
    - redigir sem autocrítica; 
    - roer unhas; 
    - sair sem pedir licença ou se despedir; 
    - ser inflexível; 
    - ser uma pessoa desorganizada; 
    - subestimar a capacidade alheia; 
    - tentar intimidade com pessoa recém-conhecida; 
    - tirar fotografia com copo na mão; 
    - usar egoisticamente o pronome "eu"; 
    - usar jargões, gírias e frases feitas; 
    - usar telefone preso à cintura.