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    23/10/2015

    Ponta Porã linha do Tempo: Fatos históricos, politico da região fronteiriça.

    O fim do Território Federal de Ponta Porã e o retorno de Getúlio Vargas. 


    Vargas, Getúlio foi presidente do Brasil no período de 1930 até 1945, durante estes 15 anos de governo os pesquisadores dividem em três fases distintas, a primeira de 1934 a 1937, o famoso governo Constitucional, sendo ele chefe do “Governo Provisório” neste período, foi eleito pela Assembleia nacional Constituinte de; 1934 a 1937 e depois se estendendo a 1945, por muitos considerado o presidente ditador durante o Estado Novo. 

    Panfleto de propaganda da campanha de Vargas a eleição de 1950. A região do antigo Território Federal de Ponta Porã apoiava na maioria Vargas, para volta do Território, algo que nunca mais ocorreria - Foto arquivo: Almiro Pinto Sobrinho. Museu Jose Alves Cavalheiro, cidade de Amambai - MS.
    A constituição de 1937, que criou o "Estado Novo" getulista, tinha caráter centralizador e autoritário. Ela suprimiu a liberdade partidária, a independência entre os três poderes e o próprio federalismo existente no país, Vargas fechou o Congresso Nacional e criou o Tribunal de Segurança Nacional. 

    Os prefeitos passaram a ser nomeados pelos governadores assim evitariam transtornos e manteriam sempre o seu poder de decisão em seus municípios, e os governadores, esses por sua vez, eram nomeados pelo presidente. Foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), com o intuito de projetar Getúlio Vargas como o "Pai dos Pobres" e o "Salvador da Pátria", como também vetar qualquer propaganda a ser vinculada contra o presidente. 

    Nesta foto, Ponta Porã 1938 visita do então Presidente da República Getúlio Vargas a fazenda Pacurí, juntamente com militares do, 11 RC I, foi o primeiro presidente a visitar a região. Anterior à visita do Presidente Getúlio Vargas, nos anais da história da região fronteiriça, Ponta Porã recebeu a célebre visita o neto de D. Pedro II, o príncipe Dom Pedro de Orleans e Bragança, que veio conhecer tal região de acontecimentos épicos, esses entre outros eventos despertavam curiosidades e orgulho a população. Tal fato foi registrado no jornal “Progresso” 30 de janeiro de 1927, e relatado no livro, “Um homem de seu tempo uma biografia de Aral Moreira” de Luiz Alfredo Marques Magalhães. 2011.

    Nesse período histórico e político do Brasil, a decisão do Presidente Getúlio Vargas de criar novos territórios federais estava relacionada principalmente com a soberania nacional sobre as regiões de fronteira, sua intenção era permitir ao governo federal ocupar mais diretamente regiões fronteiriças de baixa densidade demográfica, com pequena rede urbana e reduzida presença do poder público. 

    Segundo levantamento do governo de Vargas, nas regiões em que foram criados os estados de Iguaçu e Ponta Porã, comissões do governo haviam notado a presença de grandes contingentes de indígenas e registrou a presença de grupos de paraguaios e argentinos vivendo ali, que não falava português e que utilizavam as moedas de seus países de origem como moeda corrente. 

    Este fato já havia aumentado a preocupação do governo em relação à garantia da soberania sobre estas regiões. Apesar da determinação da Constituição de 1937 da criação de uma faixa próximo à fronteira com controle direto do governo federal, a organização do Território de Ponta Porã, só ocorreu em 1943. 

    Após 15 anos de governo getulista, é afastada a possibilidade de sua continuidade, mesmo com muitos apoiadores, em dezembro de 1945 foram realizadas eleições para Assembleia Constituinte e para presidência da República. 

    Na disputa eleitoral para presidência da República, a UDN que era representante dos setores liberais conservadores lançou como candidato o brigadeiro Eduardo Gomes; o PTB em aliança com o PSD lançou o nome do general Eurico Gaspar Dutra; e o PCB disputou o pleito com o candidato Yedo Fiuza. O general Eurico Gaspar Dutra venceu as eleições com 55 por cento dos votos. 

    Empossado em janeiro de 1946, Dutra aproximou-se dos setores conservadores, incluindo aqueles representados pela UDN, através do chamado Acordo Interpartidário, o que acarretou a marginalização de Vargas e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que acabaram por romper com o presidente. 

    O governo Dutra foi marcado por uma política econômica liberal, com rápido esgotamento das reservas cambiais acumuladas durante a guerra e uma severa política de arrocho salarial. Afastou o país do bloco socialista do leste europeu. 

    Em 1947, colocou o Partido Comunista Brasileiro na ilegalidade, sob a alegação de que o PCB servia aos interesses da União Soviética, com a qual o Brasil rompeu relações diplomáticas em 1948. Definitivamente deve-se a Dutra boa parte da influência dos Estados Unidos sobre o Brasil nas décadas seguintes. 

    Um dos atos do presidente Dutra, foi a extinção plena dos Territórios Federias, assim o sonho de muitos fronteiriços da continuidade do Território Federal de Ponta Porã acabou, voltando a ser reavivada na eleição sucessória onde Vargas retornaria ao poder, mas mesmo com sua volta os Territórios Federais de fronteira nunca mais voltariam a existir. 

    Vargas foi o presidente mais polêmico de seu tempo, pode se dier que foi ele o divisor de aguas no século XX entre os presidentes do Brasil, por muitos um tirano, mas para a população mais carente classe trabalhadora que o considerava um pai. 

    Entre seus feitos a CLT Consolidação das Leis Trabalhista e a criação do salario mínimo que contribuiu neste período para diminuir a miséria do povo, bom ou mal, marcou sua história, com o famoso suicídio ainda cheio de mistérios que colocou fim ao grande estadista, odiado e amado, mas jamais esquecido nos registros históricos nacionais. 

    Com o fim dos Territórios Federais de fronteira, Ponta Porã e região foram novamente reincorporadas ao Estado de Mato Grosso, apoiadores de Eurico Gaspar Dutra acreditavam, por ter ele comandado o quartel do 11RCI que leva seu nome na região fronteiriça, o mesmo teria outros olhares para região, algo que não ocorreu. 

    Robson Martins: Prefeito Valencio machado de Brum, destaque de chapéu branco e tapa olho esquerdo, conhecido como coronel Valencio de Brum. Década de 1930 - Foto divulgação web

    Coma campanha presidencial novamente os apoiadores de Getúlio muito querido na região, se mobiliaram para eu o mesmo assumisse a presidência da Republica, com a ideia do retorno do território se mobiliaram a favor de Vargas, algo que e descrito na carta de um dos vários correligionários de Vargas na região, Coronel Valêncio de Brum que foi prefeito de Ponta Porã e Amambai. 

    Foto arquivo: Almiro Pinto Sobrinho. Museu Jose Alves Cavalheiro, cidade de Amambai - MS.

    Foto arquivo: Almiro Pinto Sobrinho. Museu Jose Alves Cavalheiro, cidade de Amambai - MS.

    Na carta e citados vários personagens importantes em seu tempo na região de fronteira, Rachid Saldanha Derzi, Ramiro Machado, Lydio Lima, José Bataglin e Osvaldo Pereira, políticos importantes de seu tempo que junto com outros amigos tais com o Lício Proença Borralho, apoiaram o retorno de Vargas ao poder. 

    Os motivos de descontentamento tanto com o Governo Federal, estadual e municipal, onde muitos erram os que não concordavam com a administração nestes tempos. 

    Em todo período histórico existem acordo e desacordos políticos, o fim do Território de Ponta Porã deu continuidade a longa luta pela divisão do estado de Mato Grosso, dentro destas disputas Ponta Porã sempre foi destaque na política Estadual e Federal, hoje infelizmente apagada segue sua história, rememorando os tempos de gloria que um dia a destacou dentro do Território Nacional. 

    Politica todos nós praticamos, no dia a dia, dentro da família, no local de trabalho na boa vizinhança respeitando o direito de todos, direitos e deveres, que devem ser cumpridos de forma igualitária, sem favorecimentos, onde na atualidade o questionamento é quem esta no comando administrativo de um município, estado e pais está preparado tecnicamente para tal função, e seus apoiadores conselheiros estão suficientemente aptos, não confundir política com camaradagem e sim política com profissionalismo e competência, para quando cumprir o mandato, sair de cabeça erguida do dever realizado, entrar na história como um bom governante e não ser apagado ou lembrado como um inoperante. 

    Rememorar fatos épicos de bravos e valorosos políticos de outros tempos, e proporcionar para os atuais um exemplo para ser seguido, para se espelhar nos seus acertos e não cometer os mesmos erros do passado. 

    “Eu sempre desconfiei muito daqueles que nunca me pediram nada. Geralmente os que sentam à mesa sem apetite são os que mais comem”. Getúlio Vargas