| deputado federal Elizeu Dionizio (Solidariedade/MS) |
O deputado federal Elizeu Dionizio (Solidariedade/MS) cobrou na tarde de hoje (16/09) a redução de gastos do Governo federal antes de propor o aumento da carga tributária aos brasileiros. A afirmação foi feita durante discurso em plenário criticando a recriação da CPMF.
Em seu pronunciamento, o parlamentar sul-mato-grossense enfatizou que “corte de gastos do Governo federal de R$ 26 bilhões para justar as contas públicas, estouradas pela sua má gestão à frente do Governo federal, é menor do que a presidente pretende arrecadar com a recriação da CPMF que todos nós, cidadãos, vamos pagar: Serão arrecadados R$ 32 bilhões com o novo imposto”.
O deputado mostrou-se mais preocupado mais ainda porque um dia após anunciar este novo imposto, o Governo federal propôs “um salto na alíquota que será cobrada da CPMF para que a receita seja repartida com estados e municípios. Esta alíquota passaria de 0,2% sobre cada operação financeira para 0,38% ou mais”. De R$ 32 bilhões, a arrecadação passaria a ser de R$ 60 bilhões.
Um governo “quebrado”, segundo Dionizio, deveria ter feito estes ajustes administrativos antes. “O anúncio destes cortes foi uma encenação para a imprensa, para a sociedade. Se a presidente sabia que poderia haver redução da arrecadação, porque antes de chegar nesta situação não fez a renegociação de contratos de aluguel, manutenção, segurança, veículos, limitou os gastos com diárias, com passagens, com auxílio moradia, com telefone e reduziu os ministérios e cargos de confiança. Isso mostra o desgoverno de Dilma Rousseff”.
Ao finalizar seu discurso, o parlamentar sul-mato-grossense disse que “todo esforço para diminuir gastos tem de ser do Governo e não a população pagar mais impostos. A presidente Dilma tem de demonstrar suas verdadeiras intenções reduzindo ministérios, cortando gastos institucionais, diminuindo o custo da máquina para depois equalizar a conta com imposto novo. Enquanto não adotar estas posturas, fica inviável qualquer medida de aumento de imposto. Não adianta montar a conta usando como referência o bolso do brasileiro, aí não dá!”.
Fonte: ASSECOM