Campo Grande adotou parcelamento de salários em 04 vezes, sem dinheiro para 13º salário e com divida de 158 milhões de reais, a situação é alarmante
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O Jornal Bom dia Brasil, da Rede Globo apresentou na manhã desta segunda-feira 28/09 a situação caótica que vários municípios do Brasil estão passando com a falta de dinheiro e conseqüente dificuldade para pagar os salários dos funcionários públicos.
Apresentado pelos jornalistas Chico Pinheiro e Ana Paula Araújo o jornal matinal apresentou vários municípios do Brasil com dificuldade de pagar o salário dos servidores públicos, incluindo a capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande.
A capital sul-mato-grossense é uma das mais delicadas do País, a prefeitura alega não ter dinheiro para pagar a folha dos servidores, e adotou o parcelamento de salário como forma de amenizar a crise econômica e tentar cumprir os pagamentos, os salários de outubro serão parcelados em 04 vezes, a primeira parte dia 05/10, conseqüentemente 09/10, 15/10 e a última para o dia 20 de outubro.
Outro fator caótico apresentado pelo telejornal é a questão da prefeitura não ter dinheiro para pagar o 13º salário dos servidores e virar o mês de setembro com uma dívida de 158 milhões de reais.
No Piauí 90 cidades estão com atraso na folha de pagamento há 03 meses, e 40% dos municípios tiveram a diminuição em 07% do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) em comparação ao mesmo período.
Na Bahia houve a diminuição dos salários dos servidores, a cidade de Ilhéus baixou 20% do salário dos funcionários e demitiu 1200 pessoas reduzindo um gasto de quatro milhões de reais, o que conseqüentemente atingiu a diminuição e a qualidade na atenção dos serviços públicos prestados pelo município.
A capital gaúcha, Porto Alegre, também adotou o parcelamento dos servidores atrasado há dois meses, e a justiça determinou ao Governador José Ivo Sartori o pagamento em dia dos servidores estaduais com pagamento de multa pelo não cumprimento, o Estado por sua vez recorreu ao STF pedindo a suspensão da multa que foi acatada pelos ministros.
Fonte: ASSECOM
Por: Ricardo Zacarias