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Durante a audiência pública “Indústria da Carne em MS”, realizada nesta sexta-feira (10/07), na Assembleia Legislativa, em Campo Grande (MS), o presidente do Sicadems (Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul), Ivo Cescon Scarcelli, defendeu o livre mercado e o mínimo possível de interferência do Governo na atividade empresarial.
“O nosso papel é atuante e estamos colaborando dispostos a contribuir com o mercado livre. Esperamos que não haja maiores consequências para os pequenos, médios e grandes produtores. Defendemos o mercado livre e menos intervenção do Governo, toda vez que ele começar a interferir começa a desestabilizar a comercialização e os modos operantes das indústrias”, explicou Ivo Scarcelli.
Já o diretor-executivo da indústria frigorífica JBS, Marcelo Zanata, destacou a importância e o objetivo de debater assuntos do segmento na audiência. “A audiência pública é muito válida para discutir o problema a nível Brasil de toda a cadeia. Temos que discutir para agregar valor aos nossos produtos através de animais de qualidade, o pecuarista otimizar as propriedades com maior número de animais possível, fazer algo para aumentar o número de animais disponíveis para abate, a fim de otimizar as fábricas e que novos frigoríficos sejam abertos no estado”, comentou.
Ele também argumentou que a situação pela qual passa o setor é reflexo do atual momento econômico. “É um problema que abrange o Brasil. A crise é de conhecimento de todos e também estamos sofrendo com ela. Nossos concorrentes também fecharam as portas porque não encontraram condições de sobreviver”, constatou, completando que a redução do rebanho também tem prejudicado o setor. “Em Mato Grosso do Sul, a JBS está operando com 30% a menos da capacidade. Das catorze fábricas, fechamos duas. Entramos em um processo de otimização ao verificar que é possível atender a demanda com nove fábricas”, destacou.
O deputado estadual Paulo Corrêa (PR), que convocou a audiência, sugeriu a formação de um fórum para levantar os reais números de impacto da crise nos pequenos, médios e grandes frigoríficos e destacou a necessidade de equilíbrio entre os empresários. “A indústria de carne no Estado é muito importante e hoje representa no nosso PIB aproximadamente 15%. Nós estamos abatendo 4 milhões de cabeça por ano e o nosso rebanho é em torno de 20 milhões, portanto, é de suma importância que haja um equilíbrio entre o pequeno, médio e o grande industrial”, declarou, enfatizando a necessidade de diálogo entre representantes de todos os lados do setor e a importância da fiscalização por parte do legislativo.
Fonte: ASSECOM/FIEMS
Por: Daniel Pedra

