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    11/06/2015

    Setor produtivo cria grupos de trabalho para desenvolver ações de combate à crise


    Como parte da atuação do CMC (Comitê de Monitoramento da Crise), o setor produtivo de Mato Grosso do Sul, representado pela Fiems, Fecomércio-MS, Famasul, Faems, FCDL e Sebrae/MS, criou, nesta quarta-feira (10/06), durante reunião no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), grupos de trabalho para desenvolver ações, que busquem amenizar os impactos da crise financeira nacional na economia estadual.

    Esses grupos vão atuar na área de qualificação dos fornecedores para atender as empresas âncoras que anunciaram investimentos e para atuar nas compras governamentais, no uso do crédito de exportação acumulado pelas empresas para fomentar novos negócios, na organização de ações coordenadas do Sistema S junto ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal para ampliar a utilização de créditos relativos ao PSI (Programa de Sustentação de Investimentos) e Capital de Giro, na agilização dos investimentos já garantidos à Prefeitura da Capital por meio do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) junto à Caixa e no fortalecimento das atividades das agroindústrias de aves e suínos.

    Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a 2ª reunião do CMC, que foi reativado no dia 2 de junho, serviu para demonstrar que o setor produtivo estadual mais Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal estão mais unidos do que nunca em prol do enfrentamento da crise. “Precisamos demonstrar à sociedade o que podemos fazer para minimizar os efeitos da crise instalada no País. Agora, vamos procurar desenvolver ações para amenizar os impactos negativos na nossa economia e tentar represar essa crise para que ela não provoque tantos prejuízos ao Estado”, informou.

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    Sérgio Longen reforça que os grupos de trabalho criados durante a 2ª reunião do CMC vão definir as frentes de atuação e, dessa forma, possibilitar que os primeiros resultados positivos já comecem a aparecer. “A próxima etapa agora é que os grupos de trabalho reúnam-se para definir as estratégias de atuação”, pontuou. Na avaliação do presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo, a reunião foi positiva, pois permitiu a apresentação dos dados relativos aos efeitos da crise sobre comércio, indústria e agropecuária. “Acredito que agora será possível definir ações para fomentar a economia estadual, beneficiando o setor produtivo”, declarou.

    Para o presidente da Famasul, Nilton Pickler, a reunião serviu para a apresentação dos problemas que estão passando cada setor produtivo do Estado. “O agronegócio ainda está com números positivos, mas, conforme essa crise avance, a tendência é que tenhamos dificuldades mais adiante e, por isso, temos de começar a combater esse problema agora”, afirmou. O superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça, reforçou que a reunião começou a definir a proposta de trabalho para mostrar credibilidade aos empresários. “Esse é o caminho para superar as adversidades: credibilidade, inovação e redução de custos”, garantiu.

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    Dados

    Durante a reunião do CMC, o secretário estadual de Fazenda, Márcio Monteiro, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Jaime Verruck, o superintendente estadual do Banco do Brasil, Evaldo Emiliano de Souza, e o superintendente estadual da Caixa Econômica Federal, Paulo Antunes, apresentaram dados para contribuir com as ações dos grupos de trabalhos criados pelo setor produtivo. Márcio Monteiro informou, por exemplo, as 10 atividades produtivas do Estado que mais reduziram a arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) neste ano.

    Ele informou que a maior queda foi registrada na construção civil (65,52%), seguida pelos laticínios (44,73%), material químico (41,26%), extração de produtos de origem mineral (39,94%), couro (39,56%), tratores e implementos agrícolas (35,86%), veículos (33,81%), abate de bovinos (30,43%), sucatas e recicláveis (28%) e insumos agropecuários (24,9%). “No total, o Governo do Estado apresentou uma queda de 13,38% na receita acumulada de janeiro deste ano até agora em relação ao mesmo período do ano passado, diminuindo de R$ 3,6 bilhões para R$ 3,1 bilhões”, revelou.

    Já o superintendente do BB, Evaldo de Souza, a instituição tem aplicados hoje no Estado R$ 13,9 bilhões, o que representa 54,87% do total de crédito liberado em Mato Grosso do Sul, e disponibiliza ainda de recursos no FCO, no Finame PSI, Proger Urbano, Cartão BNDES, BNDES Automático, Giro Empresa Flex e Giro Mix Pasep. “O Banco do Brasil é o que mais investe no desenvolvimento do Estado e pretendemos continuar nessa direção”, declarou. O superintendente da Caixa, Paulo Antunes, pontuou que o problema não é falta de dinheiro, mas de segurança e esperança. “A Caixa tem R$ 4 bilhões para serem liberados no Estado e, por isso, precisamos de ações para gerar mais segurança junto ao empresariado”, cobrou.

    Por sua vez, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Jaime Verruck, reforçou que o foco do Governo do Estado é buscar novos investimentos para Mato Grosso do Sul e, neste cenário, já obteve êxito em várias frentes, como Eldorado e Fibria, que anunciaram mais de R$ 15 bilhões. “Também temos retorno positivo da Cargill, Latasa, Asperbras, ADM, BioUrja e BBCA Group, que juntos com Fibria e Eldorado, trarão investimentos superiores a R$ 30 bilhões para Mato Grosso do Sul”, contabilizou.



    Fonte: ASSECOM
    Por: Daniel Pedra