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    13/05/2015

    Justiça nega prisão domiciliar e manda ex-vereador para cela especial


    Robson Martins é suspeito de integrar esquema de exploração sexual



    Robson Martins e Luciano Pageu; dupla foi presa em flagrante de extorsão
     (Arquivo)

    O ex-vereador e advogado Robson Martins será encaminhado a uma cela especial de uma unidade do sistema prisional, conforme determinou na terça-feira (12) o juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal de Competência Especial de Campo Grande. Suspeito de participar de esquema de exploração sexual de adolescentes, o ex-parlamentar pretendia prisão domiciliar.

    Robson está desde o dia 16 de abril na Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos). Segundo documento anexado ao pedido de prisão domiciliar, ele está em uma cela separada dos demais presos.

    Antes de decidir, o juiz perguntou à Polícia Militar, Justiça Militar, Exército e Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário) se há, em alguma de suas unidades, cela especial, chamada sala de Estado Maior, para receber o ex-vereador. Ele tem direito ao benefício por ser advogado.

    No entanto, todos responderam não dispor deste tipo de instalação. “(...) Não se vislumbra, todavia, que o sistema carcerário/prisional deste Estado seja desprovido de unidade apta a custodiar o requerente, mantendo-o em separado dos presos comuns, quer seja em Delegacia de Polícia, quer seja em unidade prisional propriamente dita”, analisa o magistrado.

    Sendo assim, o juiz acompanhou parecer do MPE (Ministério Público Estadual) e indeferiu o pedido de prisão domiciliar. Determinou encaminhamento ou transferência de Robson Martins “para cumprimento de sua prisão cautelar em uma sala/cela especial, condizente com a sua condição de advogado e separado de outros presos”.

    Robson Martins está preso por ter sido flagrado extorquindo R$ 15 mil do então vereador Alceu Bueno (sem partido, ex-PSL). O dinheiro seria para impedir a divulgação de vídeos nos quais o agora ex-parlamentar aparecia praticando sexo com adolescentes.

    O caso seria parte de um esquema de exploração sexual das jovens, que registravam os encontros com figuras públicas em câmeras escondidas. O conteúdo, em seguida, seria usado como meio de chantagem para extorquir os ‘clientes’.

    Após a revelação do caso, que chegou ao conhecimento da polícia, Alceu Bueno renunciou ao cargo de vereador. Além dele, o ex-deputado estadual Sérgio Assis (sem partido, ex-PSB) também foi indicado por favorecimento à exploração sexual no caso.

    Com Robson Martins foi preso o empresário Luciano Pageu, dono de uma revista direcionada ao público evangélico. Outro apontado como envolvido no esquema e já preso é Fabiano Viana Otero, que fez acordo de delação premiada com a Justiça para entregar outros supostos participantes no caso – a investigação corre sob sigilo.



    Fonte: Midiamax
    Por: Waldemar Gonçalves