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    09/04/2015

    Silicone encontrado com ossada é de desaparecida há 12 anos, diz polícia


    Empresa onde vítima adquiriu prótese reconheceu número de série. Delegado diz que aguarda apenas confirmação do exame de DNA.


    Laudo de exame de DNA em ossada deve sair em 30 dias, diz polícia
     (Foto: Divulgação/ Polícia Civil MS)

    A Polícia Civil confirmou, nesta quinta-feira (9), que as próteses de silicone que estavam com a ossada encontrada enterrada na fossa de uma empresa em Campo Grande são de uma mulher desaparecida desde 2003. O delegado Messias Pires, adjunto da 6ª Delegacia, disse que a confirmação ocorreu porque a fabricante do silicone identificou a vítima como cliente.

    “A empresa reconheceu o número de série e, por conta disso, foi possível a identificação da vítima. No entanto, ainda aguardamos o resultado de DNA. O laboratório nos deu um prazo e estamos aguardando”, afirmou ao G1 o delegado.

    O representante da empresa, Fabrício Martins, disse que foi feita uma pesquisa pessoal e constatado que o produto foi adquirido pela mulher.

    Até o momento, o delegado afirmou que ouviu inúmeras pessoas, inclusive uma que locava um imóvel pertencente ao proprietário da madeireira.

    “Ele confirmou que este homem mantinha um relacionamento com a vítima e que ela inclusive morou, por um tempo, em uma casa em frente à madeireira”, explicou o Pires.

    Outros parentes do suspeito do crime prestaram depoimento e confirmaram que eles tinham um relacionamento. No entanto, ninguém deu detalhes, de acordo com o que explicou o delegado.

    Ossada humana é encontrada enterrada dentro de
    fossa (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
    Entenda o caso

    A ossada humana foi encontrada enterrada na fossa de uma empresa, no bairro Taveirópolis. A Polícia Civil disse os indícios eram de que o esqueleto estava soterrado há pelo menos 12 anos.

    No material encontrado havia próteses de silicone e uma calcinha com ossos, indicando a possibilidade de ser uma mulher.

    A ossada foi encontrada pelo funcionário da empresa enquanto retirava areia da fossa. Os ossos estavam divididos em três sacos de ração de cachorro que tinham, na data de fabricação, o ano de 2003. Para o delegado, isso indica a antiguidade do soterramento.





    Do G1 MS
    Por: Graziela Rezende