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    05/11/2014

    Prefeitura desocupa área invadida no Bairro Tiradentes e provoca desespero nas famílias



    Desocupação começou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira



    Foto: Gerson Walber
    Uma área pública, localizada na Avenida Marquês de Pombal, no Bairro Tiradentes, foi desocupada no início da manhã desta quarta-feira (5/11). Uma equipe composta por cerca de 15 guardas municipais e outros servidores municipais esteve no local acompanhando a desmontagem dos barracos e supervisionando a retirada de alguns utensílios dos moradores.


    Cinco barracos pertencentes a três famílias estavam montados no local. Marta Silva, de 50 anos de idade, que estava morando no local com o filho de 25 anos, desempregado, e três netos, de 12, 9 e três anos, se desesperou.


    Foto: Gerson Walber
    “Não temos para onde ir. O pessoal já fez promessas há mais de 10 anos tento conseguir uma casa mas ficamos só na promessa. Não sei o que vai ser da gente”, desabafou enquanto o filho tentava acalmá-la.

    A área que deveria ser utilizada para a construção de uma praça que atenderia os moradores do Residencial Nova Europa e Arnaldo Estevão de Figueiredo, está abandonada há mais de 20 anos. A ocupação começou no dia 21 de outubro com três barracos de lona e atualmente cinco já estavam erguidos e até mesmo tijolos já estavam sendo depositados no local.

    Moradores do Arnaldo Figueiredo se dividem quanto ao destino do terreno. Uma servidora pública que não quis se identificar afirmou que a presença das famílias no local estava melhor que deixar a área sem destinação. “Aqui ajuntava muitos drogados e a gente ficava com medo. Além disso, ratos e aranhas invadiam nossas casas. Com essas famílias aí o local estava sendo limpo e os desocupados não se aproximavam”, afirmou.

    Já um aposentado, de 58 anos, que também pediu anonimato, disse que ninguém tem o direito de invadir um terreno que não é seu. “A prefeitura é quem tem que cuidar, mas isto não dá o direito das pessoas invadirem”, declarou.

    Por seu turno, o autônomo Ildo Wazlawick, de 42 anos, que estava em um dos barracos com a família disse que antes morava com a sogra e agora terá que voltar para lá por falta de opção.

    “Resolvemos vir para cá por não termos pra onde ir. Somos todos de uma mesma igreja e a ideia era que aqui só poderiam estar os irmãos, pois assim evitaríamos álcool, drogas e bagunça, mas agora que os guardas estão aqui temos que sair”, desabafou.

    Já um funcionário da prefeitura, afirmou que as famílias que não tiverem para onde ir irão ser acolhidas pela Secretaria de Assistência Social e os objetos e materiais dos barracos serão encaminhados para a EMHA (Empresa Municipal de Habitação).

    “A Secretaria vai atender o pessoal com alimentação e um abrigo. Além disso será feito um cadastro para sabermos quem realmente está em situação de vulnerabilidade para entrar na fila para receber uma casa. Mas ao chegarmos aqui, vimos que tinha gente até com carro, que certamente está tentando burlar os critérios de distribuição das casas”, afirmou um funcionário da EMHA, que supervisionou a retirada das famílias.

    Foto: Gerson Walber
    Foto: Gerson Walber
    Foto: Gerson Walber
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    Fonte: Midiamax/JE
    Por: Arlindo Florentino