Deputado estadual Osvane Ramos, que renunciou à disputa pela reeleição
O PROS estuda expulsar o deputado estadual Osvane Ramos, que na manhã desta quarta-feira (10/9) anunciou ter renunciado à disputa pela reeleição, alegando falta de compromisso por parte da coligação da qual faz parte. O partido diz ter evidências de que o parlamentar traiu os aliados.
O presidente do diretório estadual do PROS, Mário Márcio Borges, diz ter notificado o deputado, semana passada, sobre denúncias de que ele fazia campanha para o candidato do PSDB ao governo estadual, Reinaldo Azambuja.
A coligação da qual Osvane faz parte é liderada pelo candidato do PT, Delcídio do Amaral. Segundo o dirigente do PROS, correligionários do interior do Estado o procuraram para questionar o fato de o deputado estar atuando em favor de adversários.
Como resposta à notificação, ainda segundo afirma o presidente local do PROS, Osvane anunciou a renúncia à disputa “e alegando fatos que não existem”. “Não existe o que ele disse, o compromisso (da coligação com o PROS) está sendo cumprido”, rebateu Mário Márcio na tarde desta quarta-feira (10).
O dirigente disse que o comportamento de Osvane é posicionamento isolado, não refletindo em nome da legenda. Membros da executiva estadual devem reunir-se ainda nesta quarta para decidir um encaminhamento oficial ao caso.
“Ele tem todo direito de falar isso (que o deputado estava traindo a coligação). É importante ele ter coragem, também, de assumir os compromissos que o partido fez, de honrar com os pré-candidatos”, rebateu Osvane ao ser informado, pela reportagem, sobre as declarações do dirigente.
Segundo o deputado, “a coligação do partido não era essa, os recursos que seriam destinados teriam um montante. Quanto é que veio?”.
Sobre a alegação de que Osvane vinha atuando em favor do adversário tucano, o parlamentar preferiu ser evasivo. “O PROS foi construído por vários partidos. Quantos vereadores estão fazendo campanha do PROS e do Delcídio? Quem pôs essas pessoas lá dentro?”, comentou.
Fonte: Midiamax/JE
Por: Waldemar Gonçalves
Por: Waldemar Gonçalves