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A direção do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul entregou nesta quinta-feira (04/9) um documento a Nelsinho Trad (PMDB), candidato a governador, posicionando a real situação do hospital que atende hoje cerca de 10 mil pessoas por mês. De acordo com o diretor clínico, Dr. Alexandre Frizzo, o hospital regional é uma ferramenta de gestão e regulação estadual por isso é importante que os candidatos ao Governo do Estado saibam da real função da unidade. "Temos com compromisso de fazer o hospital crescer e ser mais eficiente", disse o diretor.
Segundo Frizzo, o hospital muitas vezes é criticado porque está sobrecarregado com o atendimento de pacientes que deveriam ser atendidos na rede municipal de saúde. "Hoje, noventa por cento do atendimento é da população de Campo Grande e só nove por cento vem do interior do Estado. A vaga do Hospital Regional é preenchida pela `dor de barriga´ de alguém da Capital. Não podemos ser criticados pelo caos do município", afirmou o diretor clínico
Atualmente, por mês, são internadas no regional 1.300 pessoas e outras 4 mil são atendidas no pronto-socorro, de um universo total de 10 mil pessoas que passam pelo Hospital Regional. A função do hospital, segundo o diretor, é o de regulação, para atender, por exemplo, um paciente do interior que não encontrou em sua cidade ou região uma especialidade. Só que este paciente acaba não vindo para Campo Grande porque falta vaga.
Segundo Friso, o regional deve ser parceiro da rede assim como tem que ser parceiro de vários municípios que não têm especialidade (como transplantes, cirurgia cardíaca ou neurológica) e o responsável por essa política é o Estado, que é o gestor. "Isso se chama inserção na rede. O hospital tem que ser parceiro para ajudar a rede, mas a rede tem que fazer a parte. Tem que atender a unidade básica da saúde, as UPAs têm que ser resolutivas. Não dá para mandar para cá a pessoa para trocar uma sonda, para tratar de pneumonia. Tem que vir para cá para tratar de um câncer, uma coisa maior", explicou.
Central de Compras
Outro ponto destacado é sobre a Central de Compras, que hoje é centralizada. Ou seja, o medicamento é comprado ao lado de outros produtos. A sugestão é que seja criada uma Central da Saúde, para que os medicamentos possam ser comprados para o Estado inteiro para atender todas as unidades de saúde.
A questão envolvendo leitos também foi apontada. Existem alguns instrumentos que são os leitos de retaguarda que devem ser utilizados para desocupar os leitos do hospital. Um paciente vindo de uma cidade do interior que possui um hospital, depois de ser atendida no regional deve permanecer na unidade, por exemplo, por 15 dias para receber o medicamento. "Esta pessoa poderia voltar para seu município e receber lá os remédios", diz Alexandre Friso.
Nelsinho recebeu o documento e se comprometeu a analisá-lo. "Tenho o maior apreço por este hospital. Estive aqui como vereador em 1994 na inauguração deste hospital. Fico à disposição para outras sugestões. Fui o primeiro médico urologista do hospital trabalhando como voluntário e hoje tenho a satisfação de saber que aqui trabalham 13 urologistas ", observou o candidato.
Fonte: ASSECOM/JE
Por: Larissa Almeida
