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| Silvana da Rocha Costa, de 36 anos |
A morte da dona de casa Silvana da Rocha Costa, de 36 anos, encontrada dentro do porta-malas de um carro, às margens da estrada BR 101, em Guaxindiba, São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, no último domingo, destruiu os sonhos da família. A mãe da mulher, Silvia da Rocha Fraga, de 57 anos, desabafou sobre o crime.
— Queria dar a minha vida pela dela. Foi a morte pra mim. Sou uma morta viva. A gente cria um filho com tanto sacrifício. Agora que eu estava realizada, meu filho casado bem, minha filha também, acontece um negócio desse. Espero que outras mães não sintam a dor que estou sentindo. Ela estava feliz, ia fazer inscrição para a faculdade. Minha filha era muito feliz, para ela não existia inimigo. O ladrão fica solto na rua e a gente fica preso dentro de casa. Aqui está muito perigoso. Mas tenho fé que Deus vai conseguir prender quem fez isso com a minha filha.
"Queria dar minha vida pela vida dela"
diz mãe
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG). A última vez que Silvia viu a filha foi na última sexta-feira, um dia antes da dona de casa desaparecer. Ela deixou as duas filhas, de 8 e 11 anos, com a avó para passar o fim de semana. No sábado, Silvana acordou cedo para realizar um antigo desejo: fazer a inscrição no curso de Assistência Social em uma faculdade de Niterói. Ela havia prometido almoçar com a mãe, mas desapareceu.
— No sábado, exatamente às 10h19 eu liguei para ela, mas ela não retornou. Ela sempre retornava.
Silvana era casada há 15 anos com Cristiano de Oliveira Silva, de 39 anos. O marido conta que começou a ficar preocupado com a falta de notícias da mulher ainda no sábado, já que ela sempre costumava ligar para casa.
— Fiz um registro de ocorrência na delegacia de Rio do Ouro (em São Gonçalo) no domingo. A gente começou a ficar preocupado porque ela nunca fez isso. Nunca dormiu fora de casa. São 15 anos juntos. Como ela nunca tinha agido assim, eu, uma amiga dela e o pastor começamos a correr atrás, ir aos hospitais, corremos tudo.
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| “Minha filha era muito feliz” Foto: Arquivo Pessoal |
Foi a tia de Silvana, Rose, quem reconheceu o corpo da sobrinha. Ela estava amarrada dentro de uma mala preta de viagem, no porta-malas de um carro. De acordo com a família, ela foi morta por asfixia e tinha marcas de agressão pelo corpo. A tia da mulher está em estado de choque.
— A Rose e o marido foram procurar pela Silvana na UPA de Santa Luzia e viram um tumulto na beira da estrada. Quando a tia foi ver, era o corpo dela. Largaram ela em frente à UPA. Quase infartei. Minha pressão chegou a 20. Tiveram que me segurar para eu não cair no chão — relata Cristiano.
Abalado, o marido tenta compreender as motivações do crime. Segundo ele, a família não tinha inimigos e Silvana não tinha relatado nenhum problema nos últimos dias. Ele acredita que alguém pode ter tentado roubá-la, já que nos últimos dias ela estava ajudando uma amiga a trabalhar na campanha de dois deputados na região. A bolsa, os documentos e a aliança de Silvana foram levados. Segundo Cristiano, a delegacia já teria dois suspeitos. Agora, ele tenta consolar as duas filhas.
— Está sendo uma barra. O pastor conversou com elas, mas elas ficam querendo saber o que aconteceu, ainda mais a mais velha, que tem Facebook e vê as coisas. Elas não me perguntam, mas vejo no olhar delas que elas querem saber o que aconteceu com a mãe.
Na noite da última terça-feira, o delegado titular da DHNISG, Wellington Vieira, disse que está chamando para depor amigos e parentes de Silvana. Ele acrescentou que aguarda os resultados da perícia para ter mais material para investigação.
Fonte: Extra/JE
Por: Ana Carolina Pinto
Por: Ana Carolina Pinto
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