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Levar a produção científica ao homem pantaneiro e ampliar conhecimento e práticas que fazem do Pantanal um dos biomas mais preservados do planeta. Movidos por esta meta, um grupo de biólogos e pesquisadores da área produziram a revista Ciência Pantanal, lançada nesta quinta-feira (7/08), na sede da Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS. No mesmo evento também foram lançados o 16º Encontro do Povo Pantaneiro e o 4º Festival Pantaneiro.
"Nossa inspiração foi o homem pantaneiro", afirmou a coordenadora da WCS-Brasil, Alexine Keuroghlian, cujo primeiro exemplar foi distribuído aos participantes do evento. Bióloga, Alexine se emocionou ao contar que bate de porta em porta para realizar suas pesquisas sobre o queixada, um animal típico da região, e é sempre bem recebida pelos pantaneiros. A revista é uma forma de gratidão, justificou, complementando que há vários estudos científicos sobre a região que podem ser adotados pela comunidade pantaneira, melhorando seus índices de sustentabilidade.
Confirmando a integração entre ciência e homem do campo, a produtora rural da região, Marina Schweizer, afirmou que a revista desvenda os mistérios da região que o homem pantaneiro já conhece. Marina destaca que o pantaneiro consegue conviver com as adversidades do bioma porque aprendeu a amar e a respeitar a natureza. "O pecuarista da região aprendeu a superar as dificuldades de um lugar de extremos climáticos", enfatizou.
Em sua propriedade, Marina associou o turismo rural e ambiental à pecuária como complemento de renda e não cogita sair do local. "Minhas filhas são pantaneiras e certa vez, alguém falou perto de uma delas que o Pantanal era o paraíso. Ela disse: Não, o paraíso é branco e azul e o Pantanal tem todas as cores, por isso é muito mais bonito".
O diretor secretário da Famasul, Ruy Fachini, salientou a atuação do produtor rural diante da preservação do bioma e da relevância do acesso às informações científicas. "Há mais de 200 anos o produtor rural do Pantanal produz carne bovina de qualidade, mantendo a conservação do Bioma. Ele é um exemplo de sustentabilidade". O diretor da Associação Organização Não Governamental (ONG) Conservação da Vida Silvestre (WCS-Brasil), Carlos Durigan, veio da Amazônia para o evento. “O Pantanal é um bioma importante, com muitos projetos voltados para a conservação. É um exemplo para o Brasil e para o mundo”, valorizou.
De acordo com as informações do Departamento de Economia do Sistema Famasul, 16% do rebanho bovino de MS está no Pantanal, com total de 3,2 milhões de cabeças. "As ações do pantaneiro mostram que é possível unir a agropecuária com o meio ambiente, tanto que o bioma mantém 83% da sua cobertura vegetal original", destacou Fachini
Durante o lançamento, o presidente da Sodepan, José Geraldo de Freitas, agradeceu o apoio da Famasul na realização do 16º Encontro do Povo Pantaneiro e do 4º Festival Pantaneiro, que serão realizados simultaneamente, em Aquidauana, entre os dias 13 e 15 de novembro, promovidos pela Sodepan - Sociedade de Defesa do Pantanal e pela Fundação de Turismo de Aquidauana, respectivamente. Para, José Geraldo de Freitas, a finalidade é manter viva as tradições pantaneiras e levar conhecimentos e informações sobre os costumes da região à sociedade sul-mato-grossense.
Participaram também do café da manhã do lançamento da revista e eventos do Pantanal, , o diretor-presidente da Fundect - Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul, Marcelo Turini, e o vereador Eduardo Romero.
Sobre o Sistema Famasul – O Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) é um conjunto de entidades que dão suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representam os interesses dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul. É formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar), Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS) e pelos sindicatos rurais do Estado.
O Sistema Famasul é uma das 27 entidades sindicais que integram a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Como representante do homem do campo, põe seu corpo técnico a serviço da competitividade da agropecuária, da segurança jurídica e da valorização do homem do campo. O produtor rural sustenta a cadeia do agronegócio, respondendo diretamente por 17% do PIB sul-mato-grossense.
Fonte: ASSECOM/FAMASUL
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