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    06/08/2014

    Dilma, Aécio e Campos obtêm 99% das doações a presidenciáveis

    TSE divulgou primeira prestação de contas da campanha eleitoral.No total, os três arrecadaram R$ 21 mi dos R$ 22 mi doados desde julho.



    Divulgação

    Os presidenciáveis que ocupam as três primeiras posições nas pesquisas de intenção de voto – Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) – arrecadaram em menos de um mês R$ 21,8 milhões, 99% do total declarado pelos 11 candidatos a presidente da República.

    Os dados fazem parte da primeira prestação de contas parcial da campanha eleitoral, divulgada nesta quarta-feira (6) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    O início da arrecadação foi autorizado a partir da abertura das contas dos candidatos, permitida somente após o registro das candidaturas, cujo prazo terminou em 5 de julho. Os valores foram arrecadados até 2 de agosto, último dia para a apresentação da primeira prestação parcial.

    Juntos, oito dos 11 candidatos arrecadaram R$ 22,019 milhões.

    Dilma Rousseff foi a que mais arrecadou (43,7% do total), seguida de Aécio (36,8%) e Campos (18,4%) – confira os valores na tabela ao lado. Três informaram não ter arrecadado nada.

    Despesas

    Os 11 candidatos também informaram ao TSE ter gastado R$ 11,917 milhões. Aécio, Dilma e Campos, juntos, declararam despesas de R$ 11,5 milhões.

    Aécio foi o que teve o maior gasto – R$ 7,3 milhões. Campos informou ter despesa exatamente igual à receita – R$ 4,071 milhões.

    Dilma informou ter gastado R$ 86 mil, menos que os candidatos Pastor Everaldo (R$ 206 mil) e Luciana Genro (R$ 93,7 mil).




    Os valores de despesas declarados foram:

    - Aécio Neves: R$ 7.349.511,39
    - Eduardo Campos: R$ 4.071.121,46
    - Pastor Everaldo: R$ 206.836,13
    - Luciana Genro: R$ 93.739,29
    - Dilma Rousseff: R$ 86.314,71
    - Zé Maria: R$ 46.266,69
    - Eymael: R$ 35.174,43
    - Levy Fidelix: R$ 28.606,16
    - Mauro Iasi: R$ 64,40
    - Eduardo Jorge: R$ 0
    - Rui Costa Pimenta: R$ 0
    - Total: R$ 11.917.634,66

    Doações ocultas

    As doações podem ser feitas diretamente para contas dos políticos, contas do comitê financeiro para o cargo de presidente ou repassadas do partido para o candidato.

    Entre as empresas que doaram para o comitê financeiro de Aécio Neves, as maiores quantias vieram da Construtora OAS, JBS e Andrade Gutierrez.

    Para Dilma Rousseff via comitê financeiro, as maiores doações vieram de UTC Engenharia, Banco Safra, Seara Alimentos e Construtora OAS.

    Os principais doadores para o comitê financeiro de Campos foram JBS, Atasuco, Banco Safra e Banco Santander.

    Uma resolução foi aprovada pelo plenário do TSE para tentar coibir as chamadas "doações ocultas", quando a empresa doa para o partido, que por sua vez repassa ao político, impedindo a verificação, por parte do eleitor, sobre a origem da doação. O TSE estabeleceu que é preciso indicar o doador originário ao declarar valor recebido do partido.

    No entanto, poucas doações recebidas dos partidos pelos presidenciáveis indicam a origem dos valores, conforme prevê a regra.

    O G1 consultou a assessoria do tribunal para saber se os partidos não precisavam apresentar o dado na primeira prestação de contas parcial e aguarda resposta. O tribunal informou que só terá resposta sobre o tema nesta quinta-feira (6).

    Maiores e menores doações

    A maior doação registrada diretamente para os candidatos à Presidência veio da JBS, que repassou R$ 4,5 milhões para a campanha de Dilma Rousseff. A segunda maior doação foi da CRBS, de R$ 4 milhões, também para Dilma.

    As menores doações foram de R$ 7,75 para Dilma e de R$ 15 para Luciana Genro, ambas de pessoas físicas.

    Gastos dos candidatos

    Aécio Neves declarou ter usado R$ 56 mil para pagamento ao escritório de advocacia do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto. Britto deu parecer, divulgado por Aécio, que afirmou ter sido legal a construção do aeroporto de Cláudio.

    Aécio é alvo de questionamentos por conta da construção do aeroporto, em terras que pertenceram à família dele.





    Do G1, em Brasília/JE
    Por: 
    Mariana Oliveira