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    07/08/2014

    Cientistas transformam guimba de cigarro em solução para energia

    Material derivado das bitucas é mais eficiente que o carbono no armazenamento elétrico


    Foto: Ana Branco / Ana Branco
    RIO — Um grupo de cientistas da Coreia do Sul descobriu uma aplicação para as guimbas de cigarro: o armazenamento de energia. O estudo, publicado esta semana na revista científica “Nanotechnology”, descreve técnica que transforma as bitucas em material para a construção de super-capacitores, que podem ser integrados a computadores, equipamentos eletrônicos, veículos elétricos e turbinas eólicas.

    De acordo com os pesquisadores, o novo material tem performance superior aos atuais carbono, grafeno e nanotubo de carbono. A intenção é que ele seja utilizado no revestimento de eletrodos em super-capacitores, dispositivos capazes de armazenar grandes quantidades de energia.

    “Nosso estudo demostrou que os filtros usados de cigarros podem ser transformados em um material de carbono de alta performance usando processo de apenas um passo, que oferece uma solução verde para atender à demanda por energia”, afirmou o professor da Universidade Nacional de Seul Jongheop Yi, co-autor da pesquisa.

    Segundo estimativas, 5,6 trilhões de guimbas, o equivalente a 766.571 toneladas, são descartadas anualmente. A solução encontrada pelos pesquisadores pode ajudar no combate ao descarte desse material tóxico e de difícil decomposição na natureza.

    O carbono é o material mais utilizado nos super-capacitores, por causa do baixo preço, alta área de superfície, boa condutividade elétrica e estabilidade no longo prazo. Os pesquisadores demonstraram que a fibra de celulose que compõem os filtros podem ser transformados em um material baseado em carbono pelo processo de pirólise.

    O material foi testado em sistema de três eletrodos para avaliar como ele absorve e descarta íons. O resultado foi que ele foi capaz de armazenar quantidade maior de energia que o carbono e até mesmo que o grafeno e o nanotubo de carbono.







    Fonte: OGlobo/JE