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    13/07/2014

    Lothar Matthäus: 'Os brasileiros choram demais'

    Ex-jogador criticou a reação dos jogadores depois da lesão de Neymar


    Lothar Matthaus, no Rio de Janeiro (Clive Mason/Getty Images)

    O ex-jogador alemão Lothar Matthäus, de 53 anos, campeão do mundo em 1990 e vice em 1986, lamentou que os jogadores brasileiros tenham o costume de chorar tão frequentemente. "Não compreendo por que um jogador de futebol chora. Os brasileiros sempre choram. Toca seu hino, choram; eliminam o Chile, choram; perdem para a Alemanha, choram. Têm de mostrar que são homens, que são fortes. Nunca vi nada tão nefasto como a linguagem corporal dessa equipe", disse em entrevista publicada pelo jornal francês Le Journal du Dimanche.

    O ex meio-campo do Bayern de Munique e da Inter de Milão foi bem crítico com a atuação do Brasil na semifinal contra a Alemanha. 'Tinham medo (...). O que é isso da camisa de Neymar? França perdeu Ribéry e não ouvimos nada. O mesmo com a Colômbia e Falcao, ou a Alemanha com Reus. Em lugar de choramingar, os brasileiros teriam de ter demonstrado que podiam fazê-lo sem ele. Sua ausência era sua única preocupação antes da semifinal. Fiquei surpreso. Neymar não está morto, que eu saiba. Está lesionado de maneira feia e sinto muito por isso, mas uma equipe tem de ser mais forte que um jogador."

    Em relação aos 7 a 1 sobre o Brasil, disse que "é preciso duas equipes para uma atuação assim: uma muito boa e uma muito ruim". "Havia um perigo psicológico para os brasileiros, a sobrecarga de emoções. Pagaram por isso. Não fizeram uma partida boa em todo o Mundial, salvo 30 minutos contra a Colômbia nas quartas de final." Ele disse ainda que os brasileiros 'tiveram sorte com a arbitragem, sorte contra o Chile... não é o Brasil iluminado que gostamos de ver'.

    Sobre a Alemanha, disse que tem grandes chances de vencer. "Talvez não tenhamos jogadores tão brilhantes como Messi ou Neymar, mas temos uma equipe que desenvolveu um estilo diferente, mais técnico, que o da Alemanha de trinta anos atrás. Nos demos conta de que o futebol alemão é agradável."






    Fonte: Veja/JE