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    08/05/2014

    Atrair turistas não é objetivo da lei da maconha, diz governo uruguaio

    Droga não será vendida a estrangeiros, diz diretor de turismo do pais.Decreto que regula produção e venda foi assinado nesta semana.


    Jovem mostra camiseta com rosto do presidente do Uruguai José Mujica, na comemoração da regulação da maconha. (Foto: Matilde Campodonico/AP)
    A regulamentação do cultivo e da venda de maconha no Uruguai ajudou a projetar o país internacionalmente, mas turistas não devem ir para lá pensando que vão se beneficiar da nova lei.

    Jovem fuma um cigarro de maconha em parque
    de Montevidéu. (Foto: Matilde Campodonico/AP)
    O decreto assinado pelo presidente José Mujica nesta terça-feira (6), que autoriza o Estado a controlar o cultivo e a venda da droga, permite que apenas pessoas de nacionalidade uruguaia ou com residência permanente no país se registrem para comprar o entorpecente legalmente.

    Para o diretor nacional de Turismo do Uruguai, Benjamin Liberoff, a regularização da maconha -- junto com outras leis liberais (como autorização do casamento gay) e a personalidade excêntrica do presidente José Mujica – ajuda a divulgar o país no exterior, mas apenas de forma indireta.

    “Que nosso presidente seja uma imagem carismática é importante pra promoção do país. O fato de sermos uma sociedade aberta também ajuda notoriamente no turismo. Mas o objetivo [da lei da maconha] não é, em absoluto, tornar-se um fator atrativo para turistas”, disse Liberoff ao G1, em passagem por São Paulo para participar de um evento.

    "O fato de sermos uma sociedade aberta ajuda notoriamente no turismo. Mas o objetivo [da lei da maconha] não é tornar-se um fator atrativo para turistas"
             Benjamin Liberoff, diretor nacional de Turismo do Uruguai


    No início deste ano, após a promulgação da lei, o jornal uruguaio “El Observador” publicou uma reportagem relatando que turistas brasileiros e de outras nacionalidades vinham procurando por maconha em farmácias de Punta del Este.

    Para Liberoff, a falta de informação é um risco que se corre “quando uma medida que implica mudança é manejada massivamente”.

    “É um tema delicado, complexo, e sempre há um risco de que se divulgue de forma equivocada. Mas deve ser tratado de forma séria. É um novo caminho que buscamos, e pedimos a compreensão da comunidade internacional”, disse.






    Do G1, em São Paulo/JE
    Por: Flávia Mantovani