De acordo com delegada, entre os adultos está o dono de uma funilaria.
Vítima foi vender carro e foi rendida pelos suspeitos, em Campo Grande.
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Corpo do empresário estava em fossa
(Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
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Quatro pessoas estão presas e uma adolescente apreendida por suspeita de envolvimento na morte do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, de 33 anos, cujo corpo foi encontrado na tarde desse domingo (6), na fossa de uma residência localizada no bairro São Jorge da Lagoa, em Campo Grande.
Erlon Bernal foi visto pela última vez pela família no dia 1º de abril (terça-feira), antes de mostrar o carro dele a supostos compradores. Ele havia anunciado o veículo poucas horas antes em um classificados na web.
De acordo com a delegada responsável pelas investigações, Maria de Lourdes Souza Cano, entre os presos estão o homem que teria entrado em contato com Erlon Bernal e o levado até a casa do bairro São Jorge da Lagoa, um morador do imóvel e o dono da funilaria onde o veículo da vítima foi encontrado.
"Um deles ligou para a vítima, marcou de ver o carro na saída para São Paulo, recepcionou o Erlon e após verificar o veículo, falou que era para uma terceira pessoa e o levou até a casa onde teria acontecido tudo isso", fala a delegada.
Segundo a titular da Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), a adolescente de 17 anos é namorada do morador da casa onde o corpo estava. A polícia acredita que o empresário foi morto na residência, com um tiro na cabeça, no mesmo dia que desapareceu (1º de abril). O cadáver foi jogado em uma fossa e coberto por entulho e lixo.
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| Local onde o corpo foi encontrado |
Peritos voltaram na manhã desta segunda-feira (7) na residência em busca do projétil que teria atingido a cabeça de Erlon Bernal. De acordo com Amílcar da Serra, foi usado detector de metal para procurar o projétil, porém não foi encontrado.
Carro
O carro da vítima foi localizado em uma funilaria do bairro São Conrado na noite desse domingo. As placas originais de Campo Grande tinham sido trocadas por outras do mesmo modelo de automóvel, mas da cidade de Ponta Porã, e da cor branca. O veículo de Erlon Bernal era prata e havia sido pintado na cor branca.
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Carro de Erlon Bernal é periciado
(Foto: Nadyenka Castro/ G1 MS)
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Conforme Maria de Lourdes, o dono da funilaria cobrou R$ 2 mil para pintar o carro. "Ele cobrou isso pela mão de obra e pelo material", fala. De acordo com ela, o funileiro nega qualquer envolvimento no crime e afirma que não sabia do caso.
A polícia trabalha com duas hipóteses para a destinação do automóvel. Que ele seria utilizado para prática de crimes, como roubos, ou que seria vendido ou trocado por drogas no Paraguai.
"A investigação ainda não terminou", afirma Maria de Lourdes, que não descarta a participação de mais pessoas no crime, inclusive de presidiários. A polícia ainda avalia se será feita reconstituição. O trabalho da Defurv conta com apoio de policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e da Academia de Polícia Civil.
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| Reprodução |
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| Divulgação |
Do G1 MS/JE
Por: Nadyenka Castro
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