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    05/04/2014

    Encher o tanque de combustível até a boca pode comprometer componentes do veículo

    Para prevenir, na hora de abastecer, basta pedir ao frentista para não continuar enchendo o tanque após o travamento automático da bomba. Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo

    Um boletim técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil), divulgado essa semana, alerta os motoristas sobre os riscos de encher o tanque de combustível do veículo até o seu limite. Se, por um lado, circular com combustível na reserva pode danificar a bomba elétrica, completar o tanque além da capacidade prevista no manual do veículo pode gerar problemas em uma peça pouco conhecida: o cânister.

    Muitas vezes, ao abastecer um veículo, depois que o combustível chega ao limite do tanque, a própria bomba trava, mas o frentista coloca um pouco mais de gasolina ou etanol, em geral, para “arredondar” o valor a ser pago. Essa “forçação de barra” pode danificar o cânister, peça localizada entre o tanque de combustível e a admissão do motor. Sua função é filtrar vapores, para reduzir os gases prejudiciais que são emitidos pelo veículo.

    “Se o combustível ultrapassar o limite indicado no manual, poderá inundar o cânister. Com o cânister inundado, além dessa importante filtragem não acontecer, o combustível pode fazer com que os carvões desse componente se desprendam, danificando outros itens mecânicos”, diz o boletim.

    A prevenção é simples: basta pedir ao frentista para não continuar enchendo o tanque após o travamento automático da bomba de combustível. Na dúvida, vale conferir, no manual do proprietário, a capacidade máxima em que o tanque pode ser abastecido. Geralmente, esse limite é 10% inferior à real capacidade do tanque.





    Fonte: Extra/JE
    Por: Alexandre Coelho