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    11/04/2014

    Após tumulto, desocupação de favela no Rio tem mais de 20 detidos pela PM

    11.abr.2014 - Manifestantes incendiaram carro da polícia durante reintegração de posse de terreno no Engenho Novo, no Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (11). Uma operação da Polícia Militar para a reintegração de posse do prédio da antiga Telerj, invadido por cerca de 6 mil pessoas, chega a provocar a interdição de algumas vias do bairro.

    A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que pelo menos 21 pessoas foram detidas na manhã desta sexta-feira (11) no decorrer da reintegração de posse de um terreno abandonado da empresa Oi, no Engenho Novo, na zona norte da capital fluminense. A corporação disponibilizou um ônibus para fazer o transporte dos presos.

    O terreno da Oi --formado por edifícios e galpões-- era ocupado há 11 dias por famílias oriundas de comunidades próximas e de outras regiões, que batizaram o local de "favela da Telerj". Durante a ação da PM, houve confronto com ocupantes do local, e foram usadas bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha, entre outras armas não letais.

    Mais cedo, um repórter do jornal "O Globo" recebeu voz de prisão quando trabalhava na cobertura da desocupação. Segundo "O Globo", o jornalista foi preso por fotografar a ação dos policiais militares. Ele teve o celular quebrado.

    Outros repórteres e fotógrafos que trabalhavam no local foram agredidos por PMs "fisicamente e verbalmente", de acordo com a Agência Brasil. A PM ainda não se manifestou a respeito dos fatos relatados por profissionais de imprensa.

    Há informações ainda a respeito de outros quatro adultos presos que teriam sido levados para a delegacia do Engenho Novo (25ª DP), porém a Polícia Civil ainda não divulgou detalhes sobre a movimentação no distrito policial.

    Clima tenso

    O clima é muito tenso na reintegração de posse, determinada pela Justiça, de um terreno vazio da empresa Oi, no Engenho Novo, na zona norte do Rio de Janeiro. A Polícia Militar, que chegou ao local por volta de 5h desta sexta-feira (11), entrou em confronto com os ocupantes do local.

    Após uma das lideranças dos manifestantes ser presa, o confronto se acirrou. Ocupantes do terreno chegaram a jogar um coquetel molotov em direção aos militares, e a polícia reagiu imediatamente. Foram usadas bombas de gás lacrimogêneo e outras armas não letais a fim de dispersar a multidão.

    Maioria dos ocupantes diz não ter condições de pagar aluguel

    Os moradores da "favela da Telerj", como vinha sendo chamada a ocupação, começaram a atear fogo em um dos edifícios que compõem o espaço. Os ocupantes também queimaram um carro da PM, três ônibus e dois caminhões, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

    Uma moradora afirmou à reportagem do UOL que três crianças haviam morrido durante a ação da Polícia Militar, mas a informação foi negada pela corporação. O Corpo de Bombeiros também informou não ter encontrado vítimas fatais durante o trabalho de atendimento a feridos. Em nota, os militares informaram que duas crianças foram socorridas após inalarem gás lacrimogêneo. Elas já foram liberadas. (Com Agência Brasil)

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    Fonte: Do UOL, no Rio/JE