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    05/12/2013

    Com ou sem leilão, entidades de MS mantêm 'Movimento da Resistência'

    Mobilização dos produtores contra invasões deve ocorrer neste sábado.
    Nesta quarta-feira (4/12), Justiça Federal suspendeu o leilão dos produtores.

    Reunião em Campo Grande em que as entidades decidiram dar continuidade ao Movimento da Resistência (Foto: Elcilene Holsback/Sistema Famasul)

    Mesmo com a suspensão do chamado “Leilão da Resistência” determinado nesta quarta-feira (4/12), pela 4ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, as entidades representativas dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul que estavam organizando o evento, a Federação de Agricultura e Pecuária (Famasul) e a Associação dos Criadores do estado (Acrissul), decidiram que vão dar continuidade a mobilização contra as invasões indígenas.

    Segundo a Famasul, sem o leilão ocorrerá o “Movimento da Resistência” neste sábado (7). A ação já teria, de acordo com a entidade, a presença confirmada de mais de 2 mil produtores rurais e de algumas das principais lideranças do agronegócio brasileiro, como a presidente da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), senadora Kátia Abreu e do senador Ronaldo Caiado, além de parlamentares da bancada federal sul-mato-grossense, de deputados estaduais e de lideranças do segmento em outros estados.

    Conforme o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, o movimento é uma expressão legítima dos produtores em defesa do direito de propriedade e de sua integridade física. "Com ou sem leilão, vamos nos reunir no dia 7. Se formos impedidos de nos unir para discutir nossos problemas, teremos a morte da democracia", afirmou. Segundo o dirigente, as entidades ficaram sabendo da liminar por meio da imprensa. "Vamos manter a manifestação e assim que o processo estiver em nossas mãos, tomaremos as ações judiciais cabíveis".

    O presidente da Acrissul, Francisco Maia, salientou que o principal objetivo do leilão da resistência sempre foi a conscientização da população e dos produtores e não a formação de milícia como foi equivocadamente veiculado pela imprensa. "Quando há uma decisão judicial contra os indígenas, eles rasgam e agora eles pedem a proteção da Justiça?", questionou.

    De acordo com a Acrissul, para o leilão que foi suspenso, já haviam sido arrecadados em doações mais de 800 bovinos, além de animais de pequeno porte e grãos. Os promotores do leilão estimavam uma arrecadação de R$ 3 milhões que serão destinados a ações em defesa e proteção dos produtores de áreas invadidas.

    O leilão foi suspenso em razão de uma ação impetrada pelas comunidades indígenas. Na decisão que suspendeu o certame a juíza determinou que não seja organizado qualquer leilão similar e estipulou uma multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento.


    Fonte: G1
    Do Agrodebate