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    07/10/2013

    Cristina Kirchner vai ser operada nesta terça (8/10) , dizem médicos

    Presidente da Argentina revelou ter hematoma subdural.
    Ela foi internada nesta segunda após sentir formigamento no braço.



    A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, chega ao hospital nesta segunda-feira (7) em Buenos Aires (Foto: AP)


    A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, vai ser operada na manhã desta terça-feira (8) de um hematoma subdural (acúmulo de sangue na cabeça), anunciaram seus médicos nesta segunda.

    Cristina foi internada nesta segunda para ser submetida a exames cardiovasculares pré-cirúrgicos, após sentir um formigamento no braço esquerdo, acrescentaram os médicos.

    "A presidente apresentou no domingo um formigamento em seu braço esquerdo (...) registrando uma transitória e leve perda de força muscular em seu membro superior. É indicada a intervenção cirúrgica que consiste na retirada do hematoma", indicou a Fundação Favaloro.

    O estado de saúde da presidente gera preocupação e especulações no país.

    O hematoma vai manter a combativa líder, de 60 anos, fora de ação durante um mês, faltando apenas três semanas para a eleição legislativa de meio de mandato, em 27 de outubro, a qual vai determinar quanto poder no Congresso ela terá nos dois últimos anos no governo.

    O vice-presidente Amado Boudou antecipou durante o fim de semana o retorno de uma viagem ao Brasil e à França e assumiu a Presidência, mas apenas formalmente, de acordo com a fonte, segundo a qual Cristina permanece no comando.

    Segundo o porta-voz presidencial, o estado da presidente pode ser resultado de uma queda sofrida em agosto, embora na ocasião ela tenha sido liberada pelos médicos.

    Cristina, conhecida por acompanhar de perto o trabalho de seu gabinete, pode ter dificuldades para se manter distante durante um período politicamente sensível para a Argentina, a terceira maior economia da América Latina.

    Além disso, o seu governo está no auge de uma batalha em tribunais dos Estados Unidos sobre a crise do calote da dívida argentina, um caso do qual ela gosta de falar publicamente.

    Pesquisas recentes indicaram que o governo pode perder o controle do Congresso na eleição de meio de mandato, um resultado que tiraria de Cristina a oportunidade de fazer uma reforma constitucional que lhe permitiria disputar um terceiro mandato em 2015.

    Reeleita em 2011 com base na promessa de elevar o papel do governo na economia, a presidente tem dito que não pensa em um terceiro mandato. Mas persistem as especulações de que seus partidários querem emendar a Constituição para que ela possa concorrer novamente.

    Cristina foi eleita pela primeira vez em 2007, quando a Argentina se recuperava do catastrófico calote da dívida em 2002.

    Suas políticas comerciais protecionistas, controles cambiais e de nacionalização das principais companhias aérea e de petróleo e do sistema de previdência privada mantiveram a Argentina como um pária dos mercados internacionais.


    Do G1, em São Paulo