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    01/10/2013

    Bernal anuncia Carlão como base e caminha para escapar da cassação na Câmara

    Foto: Montagem/JE


    O prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) anunciou na manhã desta segunda-feira (30/9) que o vereador Carlão (PSB) já integra a base de sustentação dele na Câmara de Campo Grande. Segundo o prefeito, o vereador deve anunciar o apoio a administração durante a sessão desta terça-feira (1º/10)  no Poder Legislativo. Com isso, o prefeito caminha para escapar da cassação via Câmara, já que é preciso 20 votos para evitar a saída.

    Na semana passada Carlão já havia admitido para a reportagem que não descartava integrar a base do prefeito Alcides Bernal, confirmando que a negociação estava sendo articulada pelo vereador Cazuza (PP). Ele só ponderou que o acordo dependia do prefeito, que precisava garantir a liberação de emendas, indicações e até espaço para o partido na administração.

    Carlão já tinha tentado integrar a base do prefeito em outras ocasiões, mas o acordo nunca foi fechado porque Bernal não aceitava dar cargos em troca de apoio. Foi desta maneira que Bernal conseguiu perder além de Carlão, outros cinco vereadores, que se ofereceram para ajudar por meio do “G6”, que acabou poucos dias depois, por falta de interesse do prefeito. Além de Carlão, o grupo contava com Paulo Siufi (PMDB), Paulo Pedra (PDT), Dr. Jamal (PR), Alceu Bueno (PSL) e Edson Shimabukuro (PTB).

    O prefeito Alcides Bernal caminhou bem lentamente na construção da base de sustentação dele na Câmara, embora tenha sido alertado por diversos aliados. Ele só acordou e conseguiu reforçar o time depois que a Câmara ameaçou abrir uma comissão processante. Preocupado, ele colocou o time em campo e autorizou Luíza Ribeiro, Alex do PT e Cazuza a aumentar a proposta para atrair aliados.

    Com a chegada de Carlão, o prefeito chega, teoricamente, a nove vereadores na base de sustentação dele na Câmara: Alex do PT, Zeca do PT, Ayrton do PT, Cazuza (PP), Waldecy Chocolate (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Luíza Ribeiro (PPS), Edson Shimabukuro (PTB) e Carlão. Porém, há quem duvide do voto do vereador Waldecy Chocolate, que hoje nem conversa com o prefeito, o que deixa o voto dele como incerto. Se tivesse se preocupado desde o começo com a construção de uma base de sustentação, o prefeito já poderia estar aliviado. Porém, por insatisfação, o PSDB abandonou a administração, desfalcando a base, que hoje não conta, teoricamente, com João Rocha e Rose Modesto. A dúvida sobre o caminho do PSDB aumenta diante da diferença de opinião entre Rocha e Rose. O vereador afirma que está próximo do prefeito. Já Rose Modesto afirma que é independente e não tem compromisso com a administração.

    Na semana passada o diretório do PSDB se reuniu com os vereadores para colocar fim a esta dúvida e, segundo o presidente municipal do PSDB, a dupla garantiu que votará junta no que se refere a comissão processante a ser criada na Câmara.

    A Câmara votará na próxima semana o pedido de abertura de comissão processante que pode cassar Bernal. Para ser criada, a comissão precisa da maioria simples de votos de 15 vereadores. Já para cassar o prefeito é preciso 20 votos dos 29 vereadores da Câmara.


    Fonte: Midiamax
    Por: Wendell Reis
    Foto: Montagem/JE