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| Foto: Minamar Junior |
É no mesmo inverno seco que castiga a saúde, que surgem a floração dos ipês que enchem os olhos dos campo-grandenses. Árvore comum nos canteiros e reservas da Capital, elas acabam trazendo mais cor às avenidas do centro e permanecem assim até o início do período de chuva.
Apesar de se intensificarem nos períodos de agosto e setembro, o doutor em biologia vegetal, Geraldo Damasceno, afirma que a época de florescimento dos ipês não segue nenhuma regra. “As flores não surgem necessariamente neste período. Porém é mais comum vê-los em agosto do que em janeiro, por exemplo”, explica.
Antes de surgirem às flores, a planta fica totalmente despida de folhagem, quando mais frio e seco for o clima, maior será a intensidade da florada. Os frutos amadurecem a partir de setembro e meados de outubro. A floração dura cerca de 30 dias. A árvore pode chegar a atingir os 25 metros de altura.
A diversidade dos ipês não se limita apenas a suas cores, que podem ser roxo, rosa, amarelo, branco e até verde. “Existem várias espécies. Pela cor não se diz quais espécies são”, afirma o biólogo. Os biomas em que a planta se desenvolve também são variados, podendo ser encontrado nas regiões de Mata Atlântica, cerrado e Pantanal.
Damasceno explica que na região de Campo Grande há registro de cinco espécies nativas. Entre as mais comuns está a Tabebuia áurea, popularmente conhecida como “paratudo”, devido ao fato dos pantaneiros mascarem suas cascas como remédio para problemas de estômago, vermes, diabetes, inflamações e febres.
Não é símbolo oficial, mas está em todo lugar
Embora nenhuma lei institua o ipê como símbolo da Capital, as imagens são comumente usadas no material de divulgação da Prefeitura. No final do ano passado, até mesmo os ônibus ganharam imagens de flores das árvores, nas cores amarela e rosa, em adesivos fluorescentes.
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| Foto: Minamar Junior |
O carinho dos campo-grandenses pela árvore pode ser percebido, na repercussão que podas indevidas de ipês tiveram na mídia. Em novembro de 2012, um ipê localizado na rotatória da Via Park com a avenida Mato Grosso, foi podado para facilitar a visualização de um painel eletrônico. O caso chegou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat).
Fonte: Midiamax
Por: Tainá Jara

