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    05/07/2013

    Indícios apontam que má gestão elevou dívida da Santa Casa, afirma ABCG

    Foto: Vinicius Squinelo

    O aumento da dívida da Santa Casa durante os oito anos de intervenção foi causada por má gestão. Pelo menos é o que aponta estudo técnico realizado pela ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), que voltou a comandar o hospital em maio deste ano.

    A entidade foi afastada do comando do hospital em janeiro de 2005 por decreto do então prefeito da Capital, Nelsinho Trad (PMDB). Na época, a dívida era de R$ 37 milhões. Após oito anos e uma batalha judicial, o hospital foi devolvido à antiga dona, mas com uma dívida milionária, de R$ 111,9 milhões e um déficit mensal.

    Segundo Wilson Teslenco, presidente da ABCG, levantamento nas contas da entidade não apresentaram ilegalidades, porém mostraram indícios de má gestão do dinheiro da Santa Casa.
    “O Estado usou a intervenção, afirmando que resolveria os problemas do hospital, e não resolveu”, afirmou Teslenco, em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (6), no hospital. “Ele tinha o controle financeiro, e mesmo assim não resolveu o problema”, reiterou.

    Hoje, a dívida da Santa Casa está em R$ 120 milhões. Destes R$ 40 milhões já estão renegociados, e a ABCG busca empréstimo de R$ 80 milhões junto à Caixa Econômica Federal para colocar as contas em dia.

    Do total da dívida ainda a pagar, R$ 20 milhões são de impostos, outros R$ 20 milhões de contas não pagas nos últimos sete meses, o mesmo valor de um empréstimo antigo com a própria Caixa, e mais R$ 20 milhões de dívidas gerais, como fornecedores.

    Teslenco garante que a nova direção da Santa Casa está tentando pagar as contas em dia, evitando um aumento da já milionária dívida do hospital.

    R$ 80 milhões

    O empréstimo de R$ 80 milhões já está encaminhado com a Caixa, e deve sair nos próximos 40 dias. Tendo como base decisão judicial, que orienta prefeitura e governo do estado a pagarem a conta, a ABCG tenta se livrar das parcelas.

    O empréstimo será pago em 84 parcelas de R$ 1,5 milhão, com seis meses de carência. O custo total pago no final será de R$ 126 milhões, juros de 1,16% ao mês.

    Foto: Vinicius Squinelo

    “Já temos acertado com o governador que o estado vai pagar 50% do valor da prestação. Agora estamos na mesa de negociações com a prefeitura, para que ela arque com os outros 50%”, comentou Teslenco.

    Fonte: Midiamax
    Por: Vinícius Squinelo
    Foto: Vinicius Squinelo