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    08/07/2013

    Ex-diretor nega privatização do HR e diz que hospital é '100% público'

    Segundo ele, apenas alguns serviços precisam ser terceirizados.
    'Estamos trabalhando para valorizar os funcionários', afirma.


    Ex-diretor do Hospital Regional de Campo Grande Ronaldo Perches Queiroz (Foto: Roberto Higa/ALMS)


    O ex-diretor do Hospital Regional de Campo Grande (HR) Ronaldo Queiroz negou haver terceirização excessiva na unidade durante depoimento para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Assembleia de Mato Grosso do Sul. A sessão, realizada na tarde desta segunda-feira (8), também teve depoimento do ex-diretor do Hospital Universitário José Carlos Dorsa.

    Queiroz garantiu que o HR tem profissionais suficientes para manter a unidade em funcionamento, necessitando de terceirização em poucos setores.

    “O hospital é cem por cento público. Estamos trabalhando para valorizar os funcionários e os contratos que nós temos terceirizados são de áreas que nós não temos condições de executar e garantir a integralidade da assistência”, disse.

    Ele foi questionado a respeito do contrato uma empresa prestadora de serviços de limpeza. Os parlamentares afirmam que documentos mostram um aumento excessivo no valor pago, que era R$ 6,8 milhões em 2011 e foi para aproximadamente R$ 15 milhões ao ano em 2012 após uma série de aditivos.

    Queiroz negou que esses números estejam corretos e diz que a empresa de limpeza recebe valores que variam de R$ 500 mil a R$ 600 mil mensais.

    “Todos esses aditivos foram aprovados tanto pelo Tribunal de Contas quanto pela equipe jurídica. Vamos confirmar, porque um contrato de R$ 15 milhões é quase o valor que o estado repassa e eu reitero, esses números não são verdadeiros”, completou.

    O ex-diretor, no entanto, foi confrontado pelos deputados, que estavam com uma cópia do documento, e acabou confirmando que a assinatura contida nele era autêntica. Algumas pessoas que acompanhavam a sessão se manifestaram e Queiroz rebateu as críticas.

    “Desafio a qualquer ato específico dos manifestantes a apresentar uma que seja prova de corrupção ou de qualquer ato ilegal em meu hospital”.



    Do G1 MS