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    22/02/2013

    Aliança com o PT é trampolim para Puccinelli disputar sucessão de Bernal

    Puccinelli quer dar troco eleitoral a Bernal
    Em conversa com aliados, o governador André Puccinelli (PMDB) vem confidenciando o desejo de voltar ao comando da Prefeitura de Campo Grande e dar o troco eleitoral ao prefeito Alcides Bernal (PP), que acabou com a hegemonia de mais de 20 anos do PMDB no comando da Capital.

    Na tentativa de viabilizar a conquista, Puccinelli vem trabalhando para montar um forte arco de aliança e acomodar parceiros políticos a fim de fortalecer seu grupo político. Ao mesmo tempo, se empenha no sentido de encerrar com chave de ouro a gestão frente ao Governo do Estado.

    Uma das metas seria firmar aliança em 2014 com o rival PT em troca de apoio na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, em 2016. Puccinelli, inclusive, estaria disposto a abrir mão da cabeça de chapa para o senador Delcídio do Amaral (PT).

    Para não criar mal-estar com os aliados, ele pretende encaixar o ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB) e a vice-governadora Simone Tebet (PMDB) em postos importantes na disputa eleitoral de 2014. Nelsinho seria o candidato ao Senado e Simone continuaria como vice na chapa de Delcídio.

    Neste cenário, Puccinelli, como já vem sinalizando publicamente, não concorreria ao Senado em 2014 para concluir seu mandato de governador. O plano é “fazer obras e mais obras” para fechar o governo com popularidade de mais de 80%. Para isso, ele conta com empréstimo de mais de R$ 1 bilhão.

    Outra aposta de Puccinelli seria o fracasso da administração de Bernal. Na Câmara Municipal, ele conseguiu emplacar o aliado Mário César (PMDB) para presidir o legislativo. Na Casa, os parceiros políticos do governador vêm dando trabalho ao prefeito, com aprovação de projetos que engessam a administração e aumentam despesas.

    Aliança com o rival

    Um dos principais aliados de Puccinelli, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), vem adiantando a pretensão de a cúpula do PMDB fechar aliança com os petistas. Ele, inclusive, reconhece que a Prefeitura de Campo Grande “é a menina dos olhos do governador”.

    A princípio, a coligação não agrada a todos os setores dos partidos. O presidente regional do PMDB, deputado Júnior Mochi, defende candidatura própria, mas não se fecha para o diálogo. Entre os petistas, é praticamente consenso de que é mais fácil caminhar ao lado dos peemedebistas do que fechar aliança com o PSDB, rival no plano nacional.

    Fonte: Midiamax
    Por: Lidiane Kober
    Foto: Luiz Alberto