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| O secretário Semy Ferraz fala sobre planejamento da Seintrha |
O titular da Seintrha (Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação), Semy Ferraz, dá um prazo de 30 a 40 dias para que Campo Grande apresente uma ‘nova cara’. Equipes da pasta estão sendo estruturadas para iniciar na semana que vem os trabalhos de limpeza de parques, praças e terrenos públicos e outra frente irá atuar na iluminação pública, substituindo as lâmpadas queimadas. O governo municipal também dará continuidade na recuperação das vias através de realização de tapa-buracos, orçada em R$ 2,5 milhões nos próximos quatro meses e promete ainda recapeamento nas principais vias que estão deterioradas.
O combate à dengue na Capital conta com o apoio da Seintrha, que disponibilizou três equipes para o plano “Saúde em Ação”, totalizando 90 trabalhadores e nove caminhões, sendo seis caçambas e três pás carregadeiras. A ideia é atuar no enfrentamento da epidemia da dengue, que de 5 a 10 de janeiro, registrou um total de 16.993 pacientes que procuraram as UBSs (Unidades Básicas de Saúde), com suspeita da doença, destes 2.923 casos foram diagnosticados como positivo. Confira a entrevista na íntegra:
Midiamax - Quais são as principais ações que a Seintrha fará nesses primeiros seis meses de administração do prefeito Alcides Bernal (PP)?
Semy - Faremos limpeza nas praças, parques e terrenos públicos. O prefeito anterior, praticamente, parou esses serviços nos últimos meses ou reduziu muito a equipe. Essa limpeza ajudará muito na campanha de combate à dengue. A determinação do prefeito é que nós temos que dar o exemplo, cuidar da limpeza dos nossos terrenos e de tudo que é público. Cada secretário precisa cuidar de sua área, não podemos ter focos de dengue em áreas públicas.
Midiamax - De que forma a Seintrha atuará em parceria com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) nos trabalhos de combate a dengue?
Semy - Disponibilizamos três equipes para o plano “Saúde em Ação”, totalizando 90 trabalhadores e nove caminhões, sendo seis caçambas e três pás carregadeiras.
Midiamax - Qual o prazo para que a limpeza de todas as áreas da cidade seja finalizada?
Semy - Estaremos com uma equipe que irá dar uma incrementada boa. Em 30 a 40 dias a cidade estará com uma ‘nova cara’.
Midiamax - Em relação à conservação das vias públicas, o que a população pode esperar?
Semy - Estamos estruturando um plano de ação para os serviços de tapa buracos, que será iniciado nos próximos dias, já que está dependendo apenas de alguns ajustes. Pretendemos reduzir drasticamente os buracos na cidade, que hoje são muitos. Nos próximos quatro meses serão gastos no mínimo R$ 2,5 milhões mensais. Teremos também benfeitorias no sentido de sinalização de trânsito, como reforçar a sinalização de solo apagada, fazer nos locais em que não existem e implantar placas.
Midiamax - Além dos serviços de tapa-buracos, há planos para recapeamento?
Semy - Temos projetos nesse sentido, mas não serão colocados em prática agora. Porque o que ocorreu? A redução de recursos neste ano, na ordem de mais de R$ 80 milhões, provocada pela redução do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), o índice de ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias) e o congelamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), irá nos impor alguns cortes. Com isso, a determinação do prefeito é atuar, na medida do possível, mais na prevenção do que de forma curativa, ou seja, se você faz um recapeamento, ele vai demorar de cinco a 10 anos para começar a ter buracos, só que é um volume de recursos muito alto e nós não temos condições de atacar a cidade toda, portanto, iremos iniciar com o tapa-buracos. Mas algumas vias como a Guaicurus e Bandeiras, além de alguns outros trechos centrais, podem ter recapeamento ainda este ano. Estamos fechando a questão financeira para que uma frente atue no tapa-buraco e outra faça recapeamento.
Midiamax - Em sua opinião, qual é a situação atual da pavimentação asfáltica de Campo Grande?
Semy - Nosso pavimento está muito deteriorado, primeiro pela idade dele. São pavimentos de 30 a 40 anos que necessitam de proteção, que é a reconstituição de uma nova capa. No primeiro momento, o tapa-buraco é imprescindível porque não podemos deixar os buracos aumentarem até conseguirmos recursos, pois irá danificar a base e fica muito mais caro, tendo que fazer reconstituição de base. Temos obras muito bem feitas e outras não com uma qualidade que esperávamos. Mas não dá para responsabilizar as empreiteiras. O que nos estranha é algumas obras recém-inauguradas que já estão precisando ser feito tapa-buracos, como verificamos em avenida no Jardim Columbia, que em menos de um anos depois de ter sido inaugurada já tinham feito tapa-buraco. Essa é uma obra duvidosa e sua qualidade é passível de ser questionada.
Midiamax - Qual a providência que a atual administração pretender ter em situações como esta?
Semy - Estudaremos formas de responsabilizar as empreiteiras que fizeram obras assim para que refaçam os trabalhos. Elas serão acionadas de forma administrativa e se não arcarem com as obras de reparo podem até ser acionadas do ponto de vista judicial.
Midiamax - Em relação à avenida Júlio de Castilho, há um prazo definido para a inauguração da revitalização?
Semy - O prefeito determinou que a obra seja concluída o mais rápido possível e com o menor transtorno possível. Há a necessidade de uma interdição ainda, entre as ruas Yokohama e Marechal Hermes, por isso não temos um prazo. A ideia é apresentar um plano com data do início e fim, observando que não interditem as duas pistas para minimizar o impacto no comércio local. Não justifica fazer uma obra para criar transtornos.
Midiamax - Radares móveis que entraram em operação em fase de teste no final do ano passado estão em funcionamento?
Semy - Temos um radar móvel no município e ele não está em funcionamento. O prefeito irá combater a indústria da multa e usar os radares como forma repressiva, mas no sentido educativo. Está sendo avaliado se o radar móvel voltar às ruas e em que condições.
Fonte: Midiamax
Foto: Cleber Gellio
