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    14/01/2013

    PMDB tenta recuperar prefeituras perdidas em outubro em MS

    Acelino é o candidato do PMDB em Sidrolândia

    Na tentativa de ampliar seus espaços políticos visando às eleições de 2014, o trunfo da cúpula do PMDB é sair vitorioso na disputa pela prefeitura de Sidrolândia, marcada para 3 de março. 

    O partido do governador André Puccinelli ainda lidera o número de prefeituras em Mato Grosso do Sul, mas foi o que mais encolheu, ficando sem a de Campo Grande e outras cinco cidades depois das eleições de 7 de outubro.

    O PMDB controlava 30 prefeituras, mas terminou o ano de 2014 com 24 (Alcinópolis, Amambai, Angélica, Aqui-dauana, Bela Vista, Bodoquena, Corguinho, Dois Irmãos, Figueirão, Guia Lopes, Ivinhema, Jateí, Laguna Carapã, Mara-caju, Nova Andradina, Paraíso, Murtinho, Rio Brilhante, Rio Negro, Rochedo, Sete Quedas, Terenos, Três Lagoas e Vi-centina).

    Apesar de algumas metas traçadas para 2013, véspera das eleições do ano que vem, o comando partidário tem como principal trunfo este ano eleger seu candidato à prefeitura de Sidrolândia.

    As novas eleições ocorrerão pelo fato de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter cassado o registro da candidatura do ex-prefeito Enelvo Felini (PSDB), o mais votado durante o pleito, por improbidade administrativa. Por causa disso, Sidrolândia é atualmente administrada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Ilson Peres (PSDB). Segundo colocado nas eleições municipais 7 de outubro, Acelino Cristaldo é o candidato do PMDB. De acordo com o presidente regional do partido, deputado estadual Júnior Mochi, a vitória em Sidrolândia é a principal prioridade do grupo político. “Nossa prioridade é eleger o Acelino. A vitória em Sidrolândia é muito importante para o PMDB nesse momento”, declarou Júnior Mochi, acrescentando que todo o partido está mobilizado em torno desse projeto.

    Durante as eleições municipais de outubro, Enelvo recebeu 50,25% dos votos válidos (11.870 votos no total), mas como foi superior a 50% da votação, a Justiça Eleitoral convocou nova eleição. O ex-prefeito chegou a ser diplomado durante cerimônia ocorrida no mês passado, mas teve suas expectativas frustradas por causa da punição imposta pelo TSE. O candidato peemedebista recebeu 10.911 votos ou 46,19% do total apurado, enquanto que Ilsinho (PSB) obteve 547 votos (2,32%) e Valdir de Oliveira (PSOL) 295 votos (1,25%).

    Enelvo teve o registro de sua candidatura indeferido pelo TSE por ter tido, em 2003, contas rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), da época em que era prefeito. 

    O balanço é referente ao Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), hoje Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Pro-fissionais da Educação). 

    A defesa do prefeito eleito entrou com embargos de declaração na Corte Superior Eleitoral para reverter o indeferi-mento, mas os recursos ainda não foram julgados.

    A última decisão da Justiça Eleitoral estadual seguiu orientação da presidente do TSE, Cármen Lúcia Antunes Rocha, publicada no dia 26 do mês passado. No despacho, a ministra informou que “a pendência de julgamento de embargos de declaração não obsta os preparativos para a realização das eleições suplementares”.


    CONVENÇÕES


    De acordo com as regras do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), as convenções partidárias destinadas a deliberar sobre coligações e a escolha de candidatos, serão realizadas até 15 de janeiro. 

    A resolução reza que poderá concorrer como candidato o eleitor que possuir domicílio eleitoral no município pelo prazo de, no mínimo, um ano antes da data da nova eleição e estiver com a filiação deferida pelo partido político no mesmo prazo.


    Fonte: conjunturaonlie
    Por: Willams Araújo
    Foto: Divulgação