| Maioria dos eleitos para Mesa Diretora da Câmara estará na oposição a Bernal |
Os vereadores eleitos na coligação do candidato derrotado, Edson Giroto (PMDB), estão divididos quanto ao futuro na Câmara de Campo Grande. Os 21 vereadores que apoiaram Giroto na derrota para Alcides Bernal (PP) se dividem entre os que anunciam que serão oposição, os que prometem seguir de maneira independente e os que ainda aguardam uma conversa com o prefeito eleito.
O vereador Chiquinho Telles (PSD) revela que uma reunião realizada na segunda-feira (7) definiu que o partido seguirá como oposição, mas de maneira responsável. Segundo ele, os vereadores do PSD pretendem apoiar o prefeito no que for bom para a cidade, sem fazer oposição por oposição. “Estaremos do lado do que for bom para a população”. O PSD conta com três vereadores na Casa. Além de Chiquinho, é representado por Delei Pinheiro, que ganhou do PMDB a primeira secretaria da Casa, e Coringa.
Outro partido com três representantes, o PTdoB, também deve ficar na oposição. Porém, o vereador Otávio Trad alega que o partido não tem intenção de fazer oposição ao prefeito, mas a ideias. Apesar de se declarar oposição, Otávio Trad pretende se reunir com o prefeito para estabelecer um vínculo de trabalho, pois analisa que é preciso um diálogo, já que um depende do trabalho do outro. “Estou disponível para ajudar a administrar a cidade. Não fui eleito para ser oposição a projeto, mas para benefício da cidade”.
O vereador Paulo Pedra (PDT) prefere aguardar uma definição do partido. Todavia, entende que isso só deve acontecer a partir de fevereiro. Ele ressalta que por ser partidário, pretende esperar para ver se o partido terá espaço na nova administração. O pensamento de Pedra é próximo ao do vereador Alceu Bueno (PSL). Alceu já havia demonstrado intenção de integrar a base de Bernal, mas diz que o novo prefeito ainda não procurou o partido.
“Até agora o Bernal não nos chamou para conversar. Mas, não resolveu nem a situação da base que apoiou ele”, analisou. Caso Bernal não procure o PSL, Alceu e Elizeu Dionísio pretendem seguir administrando para Campo Grande, sem se definir como oposição ou situação.
O vereador Herculano Borges (PSC) também aguarda uma conversa com o prefeito eleito e diz que não há nada definido. Ele confidencia que havia uma sinalização de que o partido ficaria na base, mas as conversas não continuaram por falta de diálogo entre Bernal e o partido. “Estou esperando as coisas acontecerem”.
O vereador Edson Shimabukuro (PTB) acredita que o partido seguirá de forma independente, sem se definir como oposição ou situação. Desta forma, também adota o discurso de quem pretende estar na oposição, dizendo que apoiará o que for bom para Campo Grande.
O vereador Edil Albuquerque (PMDB) afirma que ainda não há orientação nenhuma do PMDB sobre como se posicionar na Câmara. Porém, partindo do princípio de que foi derrotado por Bernal, o PMDB deve ser o maior opositor ao novo prefeito. O vereador Carlão (PSB) foi procurado, mas não atendeu o telefone. O DEM também deve integrar a oposição. O vereador Airton Saraiva é um dos maiores opositores a Bernal na Câmara.
O vereador Dr. Jamal (PR) explica que ainda não conversou com a vereadora Grazielle Machado (PR) para definir o futuro. Todavia, adianta que pretende integrar a base de Bernal, visto que tem uma história de amizade com o prefeito, desde o tempo que ele ainda era vereador. Jamal também pretende ajudar o prefeito a conquistar novos vereadores para a base de sustentação. Além de Jamal, o vereador o vereador Gilmar Nery (PRB) já declarou que seguirá na base de sustentação de Bernal.
Bernal ainda contará com o apoio dos três vereadores do PT, Zeca do PT, Ayrton Araújo do PT e Alex do PT, dos dois do PSDB, Rose Modesto e João Rocha, da vereadora Luiza Ribeiro (PPS), e dos vereadores do PP, Chocolate e Cazuza.
Fonte: midiamax
Por: Wendell Reis
Foto: Cléber Géllio