Campo Grande (MS) – Os integrantes do Conselho Estadual das Cidades de Mato Grosso do Sul (CEC) tomaram posse nesta quarta-feira (16) para a gestão de 2013 tendo como principal meta a mobilização de 100% dos municípios na realização das conferências municipais das cidades. Nas duas últimas edições realizadas, em 2007 e 2010, a participação cresceu de 64 para 70 municípios. O desafio é em 2013 fazer com que todas as 79 cidades sul-mato-grossenses promovam e envolvam as sociedades locais nesta importante discussão que subsidia os projetos de desenvolvimento.
“Temos a meta de atingir 100% dos municípios e, em setembro, fazer com sucesso a Conferência Estadual das Cidades para levar para a Conferência Nacional em novembro o conjunto do pensamento de Mato Grosso do Sul”, disse o presidente do CEC, secretário estadual de Habitação e das Cidades, Carlos Marun. Como titular da pasta, Marun assumiu mais uma vez a presidência do Conselho, em solenidade na Governadoria, juntamente com outros 20 titulares e 18 suplentes. O grupo é formado por representantes dos poderes públicos Federal, Estadual e Municipal e a sociedade civil (incluindo entidades de trabalhadores e patronais, movimentos sociais, representantes de órgãos como os de Trânsito e de Saneamento, instituições acadêmicas e de pesquisa e Organizações Não Governamentais).
As Conferências Municipais das Cidades serão realizadas entre os meses de março a maio, a Conferência Estadual nos dias 11, 12 e 13 de setembro, e a Conferência Nacional das Cidades será nos dias de 20 a 24 novembro.
Durante a posse, o governador André Puccinelli destacou a importância do trabalho consultivo do Conselho. “Ele dita as políticas e os normativos que serão feitos nas cidades, por meio do plano diretor e de urbanismo, as legislações, as parcerias. Pode-se promover o desenvolvimento dos municípios e, com melhor conhecimento, elaborar esses planos”, disse André.
O CEC de Mato Grosso do Sul tem sido modelo, segundo seus integrantes, com resultados significativos com o de ter realizado a totalidade das reuniões ordinárias – além das extraordinárias. “Somos o único com essa regularidade”, revelou o secretário Carlos Marun. Esse desempenho é significativo porque indica o andamento das discussões que são depois levadas como indicação para o poder público na tomada de decisões e execução de políticas de desenvolvimento urbano, como a mobilidade, o saneamento, a habitação.
Na primeira reunião do ano, realizada no mesmo dia da posse, os conselheiros já iniciaram a reavaliação dos critérios de seleção de famílias contempladas nos programas de moradia. O presidente do CEC explicou que a ideia é aprimorar o modelo atual e corrigir eventuais erros para aperfeiçoar os programas.
“Entendo que é muito importante fazer parte nessas discussões sobre a cidade que temos e a cidade que queremos. É a hora em que todos podem participar. Todos têm o mesmo voto”, avalia Geraldo de Paiva Barbosa, conselheiro suplente representando o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação, Administração de Imóveis e dos Edifícios em Condomínios Residenciais e Comerciais do Estado de Mato Grosso do Sul (Secovi).
| Paiva Barbosa, do Secovi: "importante discussão sobre a cidade que temos e a que queremos" |
Em pronunciamento em nome dos conselheiros, Aroldo Figueiró, que representa a ONG Instituto de Desenvolvimento Tecnológico, disse que Mato Grosso do Sul deve se orgulhar de ter o conselho mais expressivo, juntamente com o do Estado de Goiás. “Criamos um pequeno trabalho no começo, e ele foi ampliando, a ponto de hoje ser até mais abrangente que apenas um conselho da área de cidades”, disse Figueiró.
Veja abaixo a relação dos conselheiros titulares do CEC-MS
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Fonte: noticiasms
Por: Gizele Cruz de Oliveira
Fotos: Edemir Rodrigues

