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    11/01/2013

    Com 11 dias de governo, prefeitos têm dificuldade de pagar salários

    Prefeito de Bataguassu, Pedro Caravina, diz
    que dívida é de R$ 8 milhões.
    Pelo menos oito dos 79 prefeitos em Mato Grosso do Sul passaram os 11 primeiros dias de governo quebrando a cabeça para colocar em dia salários atrasados, herança de seus antecessores.

    Em Costa Rica, o prefeito Waldeli Rosa (PR) revela que a dívida com fornecedores e a folha dos servidores municipais, referente a dezembro, somam aproximadamente R$ 3 milhões. “Obras iniciadas representam R$ 1,5 milhão e dívida consolidada mais R$ 3 milhões, ou seja, aproximadamente R$ 7,5 milhões”, listou, acrescentando que serão necessários ao menos seis meses para colocar as contas no azul.

    O prefeito de Bataguassu, Pedro Caravina (PSDB), afirmou que encontrou rombo de R$ 1,3 milhão, referente a folha de pagamento de dezembro, que não foi paga. Uma das soluções, segundo ele, seria parcelar os vencimentos atrasados dos servidores. Janeiro será pago em dia, garantiu.

    Falta de veículos e dívida com a previdência são outras empecilhos listados pelo tucano. Segundo ele, a Prefeitura tem R$ 8 milhões no vermelho, num orçamento anual de R$ 50 milhões.

    Em Nioaque, o chefe do Executivo Municipal, Gerson Garcia (PSB), também reclamou da situação financeira encontrada. “Tudo irregular. Dívida com posto de gasolina, na parte da Saúde; retiraram informações dos computadores. Vamos levar tudo para o Ministério Público Estadual”.

    Segundo ele, a folha dos funcionários públicos municipais, que gira em torno de R$ 800 mil, referente a dezembro, está atrasada. Ao todo, as dívidas passam de R$ 1 milhão. Garcia ainda estima que para colocar a “casa em ordem” serão necessários até quatro meses. “Estamos estudando regularizar (os salários) pelo menos em parte”.

    Já em Coxim, o prefeito Aluízio São José (PSB) calcula, após análise superficial, ter herdado mais de R$ 13 milhões em dívidas, sendo que, apenas a folha do mês passado, é de R$ 2,3 milhões.

    Ainda na região Norte, em Rio Verde, o prefeito Mario Kruger (PT) estima que a soma negativa nos cofres da administração municipal represente R$ 6 milhões.

    Em Aquidauana, o prefeito José Henrique Trindade (PDT) diz que a situação está difícil no município. A folha salarial do mês de dezembro não foi paga. O chefe do Executivo busca R$ 1,7 milhão para 1.400 servidores. "Estamos sem dinheiro, quebrados".

    O Campo Grande News apurou que as prefeituras de Rio Negro, Pedro Gomes e Sidrolândia também estariam em dificuldades financeiras. A Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) informou não ter o levantamento da situação financeira das administrações municipais no Estado e que não faz este tipo de estudo.

    Fonte: campograndenews
    Por: Fabiano Arruda, Nicholas Vasconcelos e Gabriel Neris
    Foto: Divulgação