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| Foto: Cleber Gellio |
Uma denúncia feita ao Midiamax, na manhã deste sábado (12), de que o posto de saúde do bairro Guanandi estaria o ‘caos’, com centenas de pessoas aguardando horas para serem atendidas, mobilizou uma força tarefa da prefeitura para resolver o problema e cobrir a falta de dois médicos da escala, que não compareceram ao plantão.
No local, as pessoas reclamavam não só descaso, mas também da falta de informação dos servidores da saúde. “Eles simplesmente preenchem a nossa ficha e passam três, quatro horas, mas ninguém fala nada. No corredor ficava idoso, cadeirante, gente passando mal, é uma sensação horrível”, fala a porteira Juliane Salomão, 35 anos, que com sintomas da dengue aguardou quatro horas para ser atendida.
Indignada, ela entrou em contato com o Midiamax depois de receber a resposta da ouvidoria de que a reclamação só poderia ser registrada na próxima segunda-feira (14). E, assim que a reportagem chegou ao local, pacientes começaram a ser chamados e retirados dos corredores.
“Todo canto aqui é a mesma indignação, sendo que um guarda ameaçou prender um senhor que disse que iria reclamar do posto. Eu mesmo vim ontem a noite e fui embora depois de três horas, pensando que hoje seria mais fácil o atendimento”, comenta o auxiliar de acabamento gráfico Evandro Delfino Mangieiri, 20 anos.
Em tratamento da dengue, a idosa Ozilia Soares da Silva, 72 anos, foi conferir o resultado de um exame com o médico, mas desde às 8h estava sem uma resposta para a continuidade do seu tratamento. “Tenho de fazer a hidratação e passar pelo médico, acredito que o meu caso é de emergência”, dizia a senhora.
Prefeitura convocou mais seis profissionais
Com o problema crônico para ser solucionado, o coordenador do mutirão da dengue, Dr. Victor Rocha de Oliveira, disse que a prefeitura já estaria resolvendo o problema em poucos minutos. A reportagem permaneceu ao local para verificar se eles realmente mandariam mais seis médicos para diminuir o tempo de espera e melhorar o atendimento, algo que foi feito.
”A antiga gestão formou servidores não comprometidos com a população, por isso o mal atendimento. Agora, vamos remanejar alguns e fazer uma reciclagem de outros, porque só de ter uma satisfação do problema o paciente fica mais tranquilo. Antes, eles estavam acostumados a atender sem médicos e isso parecia normal, sendo que agora a atual gestão prioriza o atendimento humanitário”, garantiu o Dr. Oliveira.
Ele faz parte de uma equipe móvel de médicos, eleita segundo ele pelo prefeito Alcides Bernal (PP) e com a intenção de desafogar as unidades de saúde superlotadas. “Contratamos mais de 100 médicos, sendo que já contabilizamos a falta de ao menos mais 32 enfermeiros e 50 técnicos administrativos. Além disso, convocaremos mais 165 aprovados no último concurso”, explica o Dr. Oliveira.
Com relação ao atendimento, o médico explica que as pessoas precisam ser melhores orientadas. “Há três quadras deste posto de saúde está a UBS (Unidade Básica de Saúde) Dona Neta, funcionando das 7h às 24h, como um exemplo para todo o país. Muitas pessoas poderiam estar lá, com sete leitos extras para tratamento da dengue. Com esse mutirão, já desafogamos em ao menos 18 mil pessoas dos postos 24h”, fala o Dr. Oliveira.
As melhorias, segundo o médico, poderão ser acompanhadas diariamente pela população. “Vamos ter um balanço on line para as pessoas saberem como foi o atendimento nos postos de saúde, às 7h e às 15h15. Tudo isso para ser exemplo da uma unidade de saúde funcionando integrada, como já está ocorrendo, por exemplo, no posto de saúde do Coophavila”, conclui o Dr. Oliveira.
Fonte: midiamax
Por: Graziela Rezende
Foto: Cleber Gellio

