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    14/12/2012

    Estado consolida um dos grandes projetos estratégicos com a inauguração do linhão de energia




    Campo Grande (MS) – Um dos principais projetos estratégicos definidos pelo governador André Puccinelli para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul está consolidado, com a conclusão das obras e a inauguração da Linha de Transmissão de energia Elétrica 230 kV que parte de Ilha Solteira (SP) e chega a Anastácio. O linhão integra o estado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em potência que dá confiabilidade e sustentabilidade ao sistema elétrico.

    Essa nova condição dá suporte aos projetos de desenvolvimento que dependem da energia, além de aumentar o mercado comprador para o que é gerado pelas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e usinas sucroenergéticas, que têm sido incentivadas pelo governador a se instalarem em Mato Grosso do Sul.

    A primeira dessas novas grandes linhas foi inaugurada nesta sexta-feira (14), em cerimônia simbólica realizada em uma subestação construída próximo à usina Willian Arjona, na região sudoeste da Capital. “Esta solenidade representa uma das grandes vitórias de Mato Grosso do Sul. A instalação das linhas em 230 kV são projetos estratégicos, porque promovem a nossa integração. Seremos exportadores de energia, em vez de importadores. E isto fará com que o estado possa dizer a quem quiser vir investir aqui, que venha, porque temos suprimento”, afirmou Puccinelli.

    Além do reforço na oferta, a expectativa, conforme o governador é de uma futura redução na tarifa. “Quando se entra no Sistema Interligado, tem um impacto na tarifa. Estudos apontam que pode chegar a até 2 ou 3 por cento”. Além do trecho entregue, as gestões do poder público estadual coseguiram fazer com que fosse incluído no plano decenal 2008-20017 do governo federal para o setor energético o linhão de Anastácio a Corumbá. De acordo com Puccinelli, o empreendimento tem previsão de estar pronto em julho de 2013, promovendo definitivamente a integração também do extremo Oeste de Mato Grosso do Sul ao SIN.






    Desenvolvimento


    A Linha inaugurada é composta por dois trechos: o primeiro, de Ilha Solteira até Chapadão do Sul, em um total de 240 quilômetros de extensão, interceptando cinco municípios do Estado – Aparecida do Taboado, Inocência, Cassilândia, Paranaíba e Selvíria, com subestações em Selvíria e Inocência.

    A outra etapa tem o total de 458 quilômetros, e interliga Chapadão do Sul a Anastácio, interceptando ainda os municípios de Cassilândia, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Camapuã, Bandeirantes, Jaraguari, Campo Grande, Sidrolândia, Terenos e Dois Irmãos do Buriti. Nesse percurso, as obras incluíram subestações em Chapadão do Sul, Anastácio, Sidrolândia e Campo Grande (Subestação Imbirussu).



    A concretização do projeto estratégico dos linhões também entusiasma a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems). O diretor corporativo da entidade, Jaime Verruck, apontou dois ganhos principais com a interligação ao SIN promovida com o novo empreendimento. Um deles é tornar o território estadual mais atraente para expansão e instalação de mais indústrias.

    “Outro ganho é que abre oportunidade para atrair investimentos para mais geração, seja de PCHs ou de biomassa”, citou Verruck, que disse considerar este momento um marco para Mato Grosso do Sul. “Esta era uma luta de seis anos do governo e da Fiems. A economia sul-mato-grossense, para ser competitiva, precisa de alguns investimentos estruturantes e este é um deles. O linhão de 230 kV leva a transmissão de qualidade para todas as regiões”.





    A expansão do mercado comprador para quem aposta no negócio da geração de energia, conforme citou Verruck, é confirmada pela Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul). Formado hoje por 24 empresas associadas – usinas sucroalcooleiras que aproveitam para fazer a co-geração de energia utilizando o bagaço da cana-de-açúcar -, esse grupo muitas vezes ficava sem ter como vender o excedente de energia gerado, por falta de capacidades das linhas existentes para absorver a oferta. “Essas novas indústrias, consomem cerca de um terço do que produzem. Em Chapadão do Sul, por exemplo, tem caso de usina que passou dois anos ‘jogando fora’ os outros dois terços. Agora, através do linhão, consegue comercializar a energia”.

    As linhas de energia foram construídas por dois grupos empresariais - a Brilhante Transmissora de Energia (formada pelo Grupo Elecnor e Grupo Cobra) e Itatim Transmissora de Energia (Grupo Cobra), que venceram o leilão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Segundo o diretor-geral da Cobra Brasil, José Carlos Herranz Yague, o apoio do governo estadual foi importante em toda a etapa de construção. Uma das demandas foi vencer resistências iniciais de produtores rurais sobre a ocupação do espaço necessário nas propriedades para colocação das torres e cabos. “Felizmente, em todo o caminho, tivemos o suporte do governo, especialmente através das secretarias de Obras e de Meio Ambiente”, afirmou.




    A inauguração contou com as presenças também de representante da Câmara Brasileira da Construção e do Grupo Elecnor.


    Fonte: noticiasms
    Por: Gizele Cruz de Oliveira 
    Fotos: Edemir Rodrigues