Desde a última segunda-feira (23/7) circulam no País as novas notas de R$ 10 e de R$ 20. A reportagem do R7 foi até a Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, para conferir a fabricação do dinheiro do brasileiro. Nas imagens a seguir, veja como são produzidas as notas
Segundo a Casa da Moeda, as novas notas não tem grande diferença em relação às que já estão no mercado. A alteração está na sofisticação das cores e na riqueza dos elementos de segurança para evitar falsificação
| Depois que o design é aprovado pelo cliente (no caso, o Banco Central), a criação vai para a fábrica, a Casa da Moeda. A seguir, veja mais sobre o processo produtivo |
O papel utilizado na segunda família possui coloração diferente para cada denominação. As cores do fundo foram realçadas e os desenhos trazem maior riqueza de detalhes.
Quanto maior o valor da nota, maior o seu comprimento (a nota de R$ 10 mede 135 x 65 mm, e a de R$ 20, 142 x 65 mm)
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A Casa da Moeda, na zona oeste do Rio de Janeiro, produz cinco milhões de cédulas por dia.
A previsão para este ano é fabricar 4 bilhões de notas não só de real, mas também das moedas da Argentina e da Venezuela
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O tamanho distinto facilita o reconhecimento das cédulas pelos portadores de deficiência visual e inibe a tentativa de falsificação por lavagem química.
Além disso, os deficientes visuais contam com outro recurso para identificar os valores das notas: as marcas táteis, que são barras em alto-relevo localizadas no canto inferior direito das notas
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A Casa da Moeda possui dois tipos de equipamentos de fabricação de notas. Um é da década de 1980 e o outro foi adquirido em 2010. O mais antigo tem a capacidade de produzir 8.000 folhas por hora.
O mais novo produz 10 mil folhas por hora e tem a capacidade de imprimir os dois lados da nota simultaneamente
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O Departamento de Cédulas da Casa da Moeda possui 550 funcionários que são divididos em três turnos de trabalho. Todos usam equipamentos de proteção e segurança, já que o barulho das máquinas é muito alto.
Os funcionários da Casa da Moeda não podem ter seus rostos divulgados. O processo é uma medida de segurança
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Antes de serem levadas para a sala-cofre da Casa da Moeda (última etapa), as notas passam pela crítica - setor que agrega detalhes e onde só trabalham mulheres.
O superintendente do Departamento de Cédulas, Amilcar Aguillar Magalhães, explica que a escolha é devido à riqueza de detalhes, característica mais marcante nas mulheres:
— Elas são mais detalhistas, explica.
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As novas notas mantêm as características da primeira família, como as cores e as estampas da efígie da República e dos animais da fauna brasileira |
| As notas passam por sete etapas no processo de fabricação. Uma cédula leva 12 dias para ficar pronta, revela a Casa da Moeda |
No processo da crítica, todas as notas que estiverem com defeito são trituradas. As perfeitas são empacotadas, colocadas em "pallets" e, em seguida, levadas à sala-cofre. São 600 mil notas por "pallet".
A Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, vai abrir as portas ao público no dia 10 de agosto. O programa "Conheça a Casa da Moeda” levará 30 pessoas por mês para realizar uma visita guiada gratuita pela empresa
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Fonte: R7
Fotos: Jadson Marques/R7