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    07/12/2011

    Mãe teria negociado bebê recém-nascido em Campo Grande, diz polícia


    Sobrinha diz que tia vendeu criança por R$ 500 a outra mulher.
    Arrependida por entregar bebê, mãe quer filha de volta.

    Sobrinha diz que tia pediu R$ 500 para entregar
    recém-nascido (Foto: Reprodução/TV Morena)
    A polícia investiga o caso de uma mãe que teria negociado o filho recém-nascido por intermédio de uma enfermeira em Campo Grande. Depois de entregar o bebê, a mulher de 40 anos se arrependeu e quer a criança de volta. Ela prestou depoimento à polícia nessa terça-feira (6).

    A mãe do recém-nascido é casada e tem um filho de três anos de idade. Aos policiais, a mulher disse que passou por uma gravidez de risco e, por causa de problemas pessoais, resolveu que não ficaria com a criança.

    Em depoimento, a mãe do bebê teria dito à sobrinha que teria a intenção de entregar a criança à assistência social da Santa Casa de Campo Grande, por não ter condições de criá-la. Foi então que a sobrinha combinou com uma enfermeira para que uma outra mulher, ainda não identificada pela polícia, ficasse com o recém-nascido.


    A sobrinha da mulher também compareceu à delegacia e afirmou que a tia teria pedido R$ 500 para entregar a filha, de apenas dois dias de vida ."Eu só fiz o que ela [a mãe] me pediu. Ela pediu para que eu procurasse alguém que quisesse a criança”, afirma. A mãe nega a versão da sobrinha. "Quero meu filho de volta, a minha gravidez foi de risco, sofri para ter meu filho", conta a mãe

    Ainda em depoimento, a mãe disse que a mulher que recebeu a criança se apresentou como advogada. A polícia tenta agora descobrir como os fatos ocorreram, mas o que se sabe é que a negociação teria acontecido dentro do hospital, e que o bebê teria sido entregue pela mãe fora do hospital.

    “As diligência estão acontecendo com urgência, para que encontremos a enfermeira e a terceira pessoa que teria pegado a criança. Ainda não sabemos se foi realmente uma negociação ou doação ilegal. Estamos investigando se é tráfico de pessoas, comércio ou algo do gênero”, afirma o delegado Fernando Nogueira.



    Do G1 MS