Notícias, acidentes, economia, política, policial, concursos, empregos, educação, ciência, saúde e cultura.

CG,

  • LEIA TAMBÉM

    26/12/2011

    Adriano chega à delegacia para depor novamente sobre tiro dentro de carro


    Jogador do Corinthians chegou por volta das 18h à 16ª DP (Barra da Tijuca).
    Segundo delegado, tiro que atingiu vítima partiu do banco de trás de carro. 


    O jogador Adriano na 16ª DP (Barra da Tijuca)
    (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)
    O jogador de futebol Adriano, do Corinthians, chegou por volta das 18h desta segunda-feira (26/12) à 16ª DP (Barra da Tijuca) para prestar depoimento sobre o tiro disparado de dentro do carro dele e que atingiu a mão de uma estudante.

    Mais cedo, o delegado Fernando Reis afirmou que Adriano poderá responder por até dois crimes caso tenha mentido no depoimento dado no sábado (24) e volte a mentir nesta segunda. Para o delegado, a “mentira é um péssimo negócio para ele”.

    No primeiro depoimento, o delegado Carlos César, que estava excepcionalmente atuando na 16ª DP, disse que Adriano contou que foi a própria vítima que efetuou, acidentalmente, o disparo.
    De acordo com Reis, se o jogador mentir, ele responderá por fraude processual e lesão corporal culposa. Já as testemunhas responderão por falso testemunho. “Ele sai de uma zona de conforto e faz uma aposta complicada, caso esteja mentindo”, afirmou.

    O delegado também afirmou que este tipo de caso requer “um extremo cuidado” porque Adriano é uma pessoa que já se envolveu em polêmicas “dessa ordem”. Para Reis, uma avaliação equivocada pode comprometer a investigação.

    Entenda o caso

    O caso aconteceu quando o jogador saía de uma boate, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, acompanhado de quatro mulheres e um amigo por volta das 5h30 de sábado. Adriano e a vítima já fizeram um exame para detectar a presença de pólvora nas mãos.

    "Eu só ouvi o barulho. Eu estava dirigindo o veículo. Eu não vi nada. Só o barulho. A arma estava debaixo do banco e era minha", contou o PM reformado Júlio César Barros, amigo de Adriano que dirigia o veículo.


    Projétil retirado pela perícia do forro do carro do
    Adriano (Foto: Marcos de Paula/Agencia Estado)

    Tiro partiu do banco de trás

    No domingo (25), o delegado afirmou que, de acordo com os primeiros dados da perícia,  o tiro que atingiu a mão da estudante partiu do banco de trás. De acordo com Reis, o laudo conclusivo da perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli só deve ficar pronto entre 20 e 30 dias.

    A vítima, de 20 anos, contou à polícia que o jogador disparou acidentalmente, ao manusear a arma do PM reformado. No entanto, além do jogador, outros dois ocupantes do carro afirmam que foi a própria vítima que fez o disparo.

    Das seis pessoas ouvidas pela polícia, a estudante é a única que diz que o jogador estava no banco de trás do carro. Em depoimento, Adriano contou que estava no banco do carona dianteiro de seu carro, que era dirigido pelo amigo policial. O PM confessou à polícia que a arma era de sua propriedade. A Polícia Civil adiantou que o policial vai responder a um processo adminstrativo por negligência ou omissão na guarda de arma de fogo.

    Acareação

    Para o delegado é “indispensável” uma acareação entre a vítima e os outros ocupantes do carro, incluindo o jogador. A expectativa da polícia é ouvir a jovem, assim que ela receber alta do Hospital Barra D´Or, onde está internada, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. A polícia também pretende fazer uma reconstituição do caso.

    De acordo com o hospital, a previsão dos médicos é que a estudante seja submetida na terça-feira (27) a uma cirurgia de reconstrução da mão esquerda. A equipe de ortopedia responsável pelo caso avalia que é possível que a vítima não tenha sequelas na movimentação da mão, pois o tiro atingiu apenas o osso, não afetando artérias, nem o tendão. O estado de saúde da jovem é considerado bom.


    Do G1 RJ