Acusado diz que foi obrigado a confessar que se relacionava com vítima.
Cunhado de jovem compareceu a audiência do caso, em Campo Grande.
Hugleice compareceu a uma audiência do caso, no Fórum de Campo Grande(Foto: TV Morena) |
Hugleice da Silva, acusado de participar do aborto mal sucedido que resultou na morte da cunhada Marielly Barbosa da Silva, de 19 anos, mudou a versão sobre o seu relacionamento com a jovem. O acusado compareceu a uma audiência do caso, realizada na segunda-feira (5/12), no Fórum de Campo Grande.
“Ele diz que foi obrigado a confessar que teve um caso com a cunhada, mas que na verdade isso não aconteceu”, disse o advogado de defesa José Roberto Rodrigues da Rosa, ao G1.
Durante as investigações sobre o caso, Hugleice confessou à polícia que manteve relação sexual com a cunhada, mas negou ser o pai do filho que ela estava esperando. O advogado não deu maiores detalhes sobre o que motivou a mudança na versão de seu cliente. “Ele nega que tenha se envolvido com Marielly, por isso essa é a tese que vamos sustentar daqui para frente”, disse a defesa.
Durante as investigações Hugleice chegou a ficar preso por cerca de dois meses e foi solto no dia 20 de setembro, quando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) aceitou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa dele. Desde então, responde ao processo em liberdade.
Já o outro acusado pelo crime, o enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes, suspeito de ter praticado o aborto que provocou a morte da jovem, está preso desde o dia 13 de julho na Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia, a 70 quilômetros de Campo Grande.
O caso
Marielly desapareceu em Campo Grande no dia 21 de maio. O corpo dela foi encontrado em um canavial na cidade de Sidrolândia no dia 11 de junho.
Antes disso, a família já havia iniciado campanha em busca da jovem. Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a estudante morreu em decorrência de aborto malsucedido.
O cunhado de Marielly e o enfermeiro foram presos, suspeitos de envolvimento na morte da jovem. Inicialmente, Hugleice negou que tivesse qualquer relação com o caso, mas confessou que teve um relacionamento e até manteve relação sexual com a garota e a levou para fazer o aborto em Sidrolândia.
Silva disse que pegou o telefone do enfermeiro com um caminhoneiro e marcou encontro na casa dele, em Sidrolândia. O cunhado de Marielly disse à polícia que Gomes contou que o procedimento deu errado e a jovem morreu. Os dois teriam levado o corpo para o canavial. Silva nega que seja o pai da criança que a cunhada esperava.
Mesmo com as confissões do cunhado, o enfermeiro nega participação no crime.
Do G1 MS