Segundo a Prefeitura, o pedido de reconsideração foi feito "tendo em vista as medidas realizadas para minimizar os efeitos do gás no local"
Cingapura da avenida Zaki Narchi, em São Paulo
São Paulo - A Prefeitura de São Paulo entrou com um pedido de reconsideração na tarde de hoje para que a Justiça reconsidere a medida de retirada dos moradores do Cingapura Zaki Narchi, na zona norte da cidade, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Na última sexta-feira, 7, o juiz Valentino Aparecido de Andrade, da 10ª Vara da Fazenda Pública, pediu a interdição do conjunto habitacional. De acordo com o magistrado, "trata-se, sem dúvida, de uma medida extrema essa de interdição e remoção dos moradores, mas ela é a única que pode eficazmente controlar a situação de risco a que essas pessoas estão submetidas, exigindo-se a intervenção do Poder Judiciário".
Segundo a Prefeitura, o pedido de reconsideração foi feito "tendo em vista as medidas realizadas para minimizar os efeitos do gás no local". Em resposta, o juiz marcou uma audiência para amanhã, às 14h30, com técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), representantes do Ministério Público e da Prefeitura.
Cerca de 70 moradores do Cingapura viraram duas caçambas de lixo na avenida Zaki Narchi, interditaram parte da via e fazem uma manifestação na noite de hoje contra a decisão da Justiça divulgada hoje, que manda a Prefeitura removê-los do local devido ao risco de explosão. Atualmente, 2.787 pessoas moram no Cingapura Zaki Narchi.
Cetesb
A Cetesb divulgou nota no final da tarde de hoje informando que realizou medições para verificar os índices de concentração de gás metano nas dependências do Centro de Educação Infantil Nair Salvado, do Conjunto Habitacional Cingapura Zaki Narchi, na zona norte da capital.
Fonte: revistaexame
Foto: Google Street View