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    14/10/2011

    Preços dos alimentos na América Latina sobem 40% em 4 anos


    Agência ligada a ONU alerta que inflação do setor dificulta o combate a fome na região

    Preço dos alimentos na América Latina chegou a cair em 2009, mas voltou a subir em 2010


    Santiago - Os preços dos alimentos na América Latina estão 40% maiores que há quatro anos, e se manterão altos, o que coloca em risco a erradicação da fome na região, que afeta 52,5 milhões de habitantes, alertou a FAO nesta sexta-feira.

    Após uma alta iniciada em 2007, o valor dos alimentos na região manteve-se alto, com uma leve queda em 2009, mas começou novamente a se elevar a partir do segundo semestre do ano passado, para alcançar hoje seu maior nível em três décadas.

    Assim aponta o Panorama de Segurança Alimentar e Nutricional da América Latina 2011, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), com sede regional em Santiago.

    "O valor do açúcar, por exemplo, tornou-se algo imprevisível, como em um cassino, mas sempre para cima", afirmou o representante regional adjunto da FAO para a América Latina, Alan Bojanic, ao apresentar em coletiva de imprensa o relatório anual.

    Enquanto a alta no preço dos alimentos tende a incentivar a produção e eventualmente a exportação de produtos, a incerteza em relação às cotações futuras tem o efeito contrário, explicou Bojanic.

    Especial preocupação gera o alto preço alcançado pelos cereais, a principal fonte de calorias para os habitantes da região, cuja média aumentou 36% no último ano, impulsionado pelas altas do trigo e do milho, de 62% e 104%, respectivamente.

    "A alta dos preços e uma maior inflação geral podem aumentar a pobreza e reduzir o acesso aos alimentos por parte da população pobre, em um momento no qual a fome afeta 52,5 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe", equivalente a 9% da população, afirmou o representante da FAO.

    "A porcentagem de pessoas com fome manteve-se estável em 9% nos últimos dois anos, após um longo período no qual esta relação teve uma queda contínua", alertou Bojanic.


    Fonte: EXAME.com
    Por: Paulina Abramovich, da 
    Foto: Manan Vatsyayana/AFP