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    28/03/2011

    Brasil vai colocar mais água no álcool que é misturado à gasolina

    Foto : Site R7 - Divulgação
    A ANP (Agência Nacional de Petróleo) autorizou nesta sexta-feira (25) o aumento do volume de água no álcool anidro, aquele que é misturado à gasolina. A medida é temporária e busca conter a alta no preço dos combustíveis, provocada pelo encarecimento do etanol combustível no mercado.

    Em resolução publicada no Diário Oficial da União de ontem, a ANP aumenta o limite de água no álcool anidro de 0,4% para 1%. O nível mínimo de etanol passou de 98% para 92,1%. A medida vale até o dia 30 de abril, quando voltarão a ter validade as normas anteriores.

    O aumento no preço do álcool combustível é provocado, principalmente, por duas razões: a escassez da entressafra – quando a produção de um ano já foi colhida e a cana da safra seguinte ainda está em crescimento – e o fato de as usinas diminuírem a produção de álcool para aumentar a de açúcar, olhando para os preços elevados do adoçante no exterior.

    Com o aumento no álcool combustível, os consumidores migraram para a gasolina – de acordo com estudo da própria ANP realizado em março, somente no Mato Grosso o consumidor economiza abastecendo com álcool. Nos outros 25 Estados e no Distrito Federal, a gasolina é mais vantajosa.

    O aumento da demanda pela gasolina fez as reservas brasileiras do combustível chegarem próximas do limite, levando a Petrobrás a importá-lo. Um carregamento chegará ao Brasil até o dia 15 de abril para evitar que falte gasolina no país. Agora, com o aumento temporário na quantidade limite de água no álcool é adicionado à gasolina, o país tem mais uma alternativa para manejar o preço do produto.

    Postos
    Segundo o vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes, Alísio Vaz, alguns problemas começam a surgir com o aumento da procura por gasolina, em relação ao etanol. Vaz diz que nos últimos 15 dias, essa migração foi ainda mais forte, após a elevação do preço do álcool.

    Sobre os relatos de postos em São Paulo que não possuíam gasolina para abastecer veículos essa semana, o vice-presidente disse que esse não é um problema comum e prevê que o mercado retorne à normalidade em maio.

    - Não é uma situação de falta generalizada, é questão de um posto ou outro não conseguir seu pedido. Existe gasolina no mercado, o consumidor que não encontrar num posto encontra em outro.