Campo Grande (MS),

  • LEIA TAMBÉM

    quinta-feira, 9 de novembro de 2017

    Laudo atesta que agente apanhou antes de matar pedreiro em show

    Conforme o exame, lesões eram de natureza leve

    Corpo de pedreiro no local do crime © Reprodução/ Processo TJ/MS
    Um exame de corpo de delito feito pelo agente penitenciário Joseilton de Souza Cardoso, 37 anos, indica que ele foi agredido pouco antes de matar Adilson Silva Ferreira dos Santos, 23 anos. O pedreiro foi assassinado com um tiro no tórax no dia 24 de setembro, durante show no Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande.

    O laudo, além de outros três exames, foi anexado ao processo referente ao caso hoje e confirma a versão apresentada pelo agente à polícia, de que houve ofensa à integridade corporal dele no dia do crime.

    Conforme o exame assinado pelo médico-legista Gustavo Ribeiro Falcão, Joseilton passou por avaliação no dia do assassinato, às 11h. No momento, ele tinha escoriações multiplas, superficiais e avermelhadas na região do tórax, dorso, joelhos e próximo as costelas. Ele também tinha ferimentos na testa, supercílio, nariz e boca.

    OUTROS LAUDOS 

    Além do laudo referente ao exame de corpo de delito, também foram anexados ao processo os exames periciais feitos na arma, no local do crime e no corpo da vítima, sendo este último chamado de laudo necroscópico. 

    Os exames indicam que a vítima foi atingida por apenas um tiro no tórax, disparado por uma pistola da marca Imbel, Ponto 40. Ainda conforme o documento, junto a arma foram recolhidos 14 cartuchos de munição intactos, além do cartucho deflagrado.

    O CASO

    Adilson dos Santos foi morto por tiro disparado pelo agente penitenciário federal na madrugada do dia 24 de setembro. Testemunhas mencionaram que a discussão entre os dois começou porque um queria ir no banheiro na frente do outro.

    Depois de bate-boca, na versão de Joseilton, Adilson o teria agredido. Para revidar, ele sacou a arma e disparou contra a vítima. O tiro acertou o peito do rapaz. A polícia ouviu pelo menos 18 testemunhas do caso, a maioria também confirma esta versão.

    "Juntando laudos e as provas coletadas, tudo indica que o agente penitenciário federal estava na fila do banheiro e a vítima chegou e tentou furar a fila, o agente reclamou, e quando estava subindo as escadas do camarote, foi puxado pela vítima. Ele caiu no chão e passou a ser agredido, quando sacou a arma e atirou", concluiu o delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Sá, da terceira delegacia de Polícia Civil. 

    Mesmo com a alegação de legítima defesa, Joseilton responde por homicídio doloso - quando há intenção de matar. Ele foi preso em flagrante e chegou a ter a prisão preventiva decretada, mas aguarda julgamento em liberdade desde o dia 10 de outubro.

    Fonte: CE
    Por: LUANA RODRIGUES


    Imprimir

    RECENTES

    POLÍTICA

    CONCURSOS