Campo Grande (MS),

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    28/11/2017

    Fachin revoga prisão de ex-assessor da família de Geddel e Lúcio Vieira

    Job Brandão não vai mais precisar usar tornozeleira eletrônica

    © José Cruz/Agência Brasil
    O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), revogou a prisão domiciliar de Job Brandão, ex-assessor da família do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Ele também não vai mais precisar usar tornozeleira eletrônica.

    Ele foi alvo em 8 de setembro da operação Tesouro Perdido, que descobriu um "bunker" de R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador (BA). Na ocasião, Job trabalhava para o deputado Lúcio.

    A fortuna é atribuída a Geddel, mas a Polícia Federal encontrou fragmentos das digitais de Job no dinheiro.

    Nesta terça-feira (28), Fachin atendeu a um pedido da defesa de Job. A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor da concessão da liberdade.

    Na decisão, o ministro disse que "como bem ressalta" a PGR, "não há qualquer evidência concreta" de que Job pretenda se furtar à correta aplicação da Lei Penal ou prejudicar o esclarecimento dos fatos em apuração".

    "No curso das apurações, o ora peticionante, além de ter depositado a fiança no patamar reajustado, admitiu o seu envolvimento nos fatos aqui versados e colaborou espontaneamente com a atividade persecutória, descortinando possíveis linhas investigativas", destacou o ministro.

    "Ao lado disso, o próprio regramento legal da fiança já lhe impõe obrigações de comparecimento perante à autoridade e de não obstruir a regular marcha deste procedimento criminal, mostrando-se, assim, desnecessária a prisão domiciliar com monitoramento eletrônico e, ademais, inadequada, pois tal restrição de liberdade, ainda que no ambiente residencial, impede-lhe de buscar ocupação remunerada a possibilitar o seu próprio sustento e o de sua família", escreveu Fachin.

    Job disse aos investigadores que destruiu documentos a pedido dos Vieira Lima.

    SALÁRIO DEVOLVIDO

    Conforme informou a Folha de S.Paulo, o ex-assessor pretende entregar aos investigadores extratos para provar que devolvia parte de seu salário da Câmara dos Deputados para os políticos.

    Em prisão domiciliar desde o fim de outubro, o auxiliar encontrou alguns registros de transferências bancárias que fez ao longo dos últimos cinco anos em nome de parentes de Geddel.

    Em depoimento à PF, no dia 14 de novembro, Job disse que ficava com cerca de R$ 2.500 por mês e devolvia R$ 9.000 para a família Vieira Lima. E que trabalhou com os Vieira Lima por 28 anos.

    Job negocia delação premiada com a PGR. 

    Fonte: NAOM - Com informações da Folhapress.


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