Campo Grande (MS),

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    16/11/2017

    ‘Dei total autonomia ao diretório’, diz André sobre comando do PMDB

    Da esquerda para a direita, Junior Mochi, Waldemir Moka, a filha e André (Foto: Marcos Ermínio)
    Depois da reunião com uma comissão de lideranças do PMDB, o ex-governador André Puccinelli falou sobre o futuro do partido e possível candidatura. Estava tudo certo para que o ex-chefe do Executivo estadual assumisse o comando da sigla em Mato Grosso do Sul no sábado (18), até que nesta terça-feira (16) ele foi alvo da Operação Papiros de Lama, a 5ª fase da Lama Asfáltica, e acabou preso pela Polícia Federal.

    Sobre adiar ou não a convenção do partido e Puccinelli ser coroado presidente da legenda, o ex-governador disse que preferiu não se impor. “Os companheiros que vão decidir, dei total autonomia e confiança ao diretório”.

    Já sobre a pretensa candidatura ao governo do Estado no próximo ano, Puccinelli disse que se realmente fosse se candidatar, neste momento, a ideia seria cancelada. “Se fosse, ela não estaria mantida”, disse Puccinelli, desconversando em seguida.

    O governador acompanhou a comissão os senadores Simone Tebet, Waldemir Moka, o deputado federal Carlos Marun, o atual presidente do partido, deputado estadual Junior Mochi, e a ex-vereadora Carla Stephanini até o portão do prédio onde mora, na rua Euclides da Cunha.

    A comissão foi formada durante reunião na sede do partido convocada após a deflagração da força-tarefa.

    Puccinelli desceu até a entrada do Champs Élysées acompanhado de uma das filhas e após dizer as duas frases para a imprensa, mudou de assunto. “Vamos almoçar?”, brincou com os repórteres e entrou.

    Os integrantes da comissão não deram entrevista, nem na saída do prédio e nem na chegada de volta ao PMDB.

    Papiros de Lama - A operação da Policia Federal, em conjunto com a CGU (Controladoria Geral da União) e a Receita Federal, tem como alvo uma organização criminosa que teria causado pelo menos R$ 235 milhões em prejuízos aos cofres públicos.

    O ex-governador seria o beneficiário e garantidor do esquema de propina pagas por frigoríficos. Só a JBS teria repassado R$ 20 milhões ao grupo, que conforme a investigação é chefiado por Puccinelli, em um ano.

    A operação foi desencadeada seis meses depois que Puccinelli foi alvo da 4ª fase da Lama Asfáltica. A delação premiada do pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda, que diz ter sido operador de esquema de cobrança de propinas de 2006 a 2013, motivou a deflagração da nova etapa da operação.

    Fonte: campograndenews
    Por: Anahi Zurutuza e Kleber Clajus


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