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    quarta-feira, 18 de outubro de 2017

    Empresa dos irmãos Batista paralisa operações em Mato Grosso do Sul

    © Zanone Fraissat/Folhapress
    Em mais um capítulo de uma novela que começou em maio, com a delação de seu então principal executivo, Joesley Batista, a JBS anunciou nesta terça-feira (17) que paralisou, por tempo indeterminado, as atividades de compra e abate de carne bovina em suas sete unidades instaladas em Mato Grosso do Sul.

    Como motivo, a JBS alegou "insegurança jurídica".

    A empresa de proteína animal tomou a decisão após ter R$ 730 milhões bloqueados de suas contas em razão de supostos prejuízos fiscais causados ao Estado.

    Em um primeiro momento, a decisão não afeta os 15 mil colaboradores diretos da companhia, além de 60 mil indiretos, apenas em Mato Grosso do Sul.

    O temor, no entanto, é que uma evolução desfavorável da situação acabe atingindo os trabalhadores.

    Em nota, a JBS afirma que "os colaboradores continuarão recebendo seus salários normalmente até que a companhia tenha uma definição sobre o tema". Diz ainda que está se empenhando na "manutenção da normalidade das suas operações" e que trabalha para proteger funcionários e colaboradores.

    Para a empresa, o acordo de leniência feito pela J&F, em que a holding assume a multa de mais de R$ 10 bilhões aplicada pelo Ministério Público Federal, englobaria casos como esse. Daí a insegurança jurídica alegada após os dois bloqueios que totalizam R$ 730 milhões.

    O Estado de Mato Grosso do Sul, na percepção da empresa, deveria buscar eventuais direitos dentro do acordo realizado no âmbito federal.

    O bloqueio ocorreu após requerimento de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) tocada pela Assembleia Legislativa do Estado.

    A comissão foi constituída para investigar o pagamento de notas fiscais frias emitidas por pessoas físicas e jurídicas entre 2010 e 2017, sem o devido fornecimento de bens ou serviços por parte da JBS, em contraprestação à suposta concessão indevida de benefícios fiscais feita pelo Estado de Mato Grosso do Sul.

    A decisão da Justiça, no entanto, ainda não é definitiva. Diante do valor considerado expressivo, a empresa decidiu suspender temporariamente compras e abates.


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