Campo Grande (MS),

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    segunda-feira, 25 de julho de 2016

    LÍNGUA PORTUGUESA - Professor Fernando Marques


    Discursar Corretamente

    O Discurso Autoritário é visto como um procedimento cujo grau de persuasão pode atingir o nível máximo. Por meio dele, o emissor impõe as suas necessidades de transmissão à realidade, podendo reduzir e até mesmo neutralizar as perspectivas de intervenção do receptor ou do grupo de receptores. Como exemplos, observamos os registros históricos dos políticos que misturam ideologias partidárias com os dogmatismos religiosos ou ainda os discursos daqueles que usam as palavras para recrutar seguidores dos ideais vinculados às militâncias cujas ações podem beneficiar a sociedade ou lhes causar profundos e irreparáveis problemas.

    Pode-se afirmar que é pelo uso do discurso autoritário que uma pessoa impõe as suas vontades alienando pequenos grupos que se transformam em multidões e até mesmo em exércitos. Desta forma, mentiras são transformadas em “verdades” e práticas anteriormente vistas como abomináveis passam a ser normalmente aceitas.

    Os corruptos, os demais criminosos e os seus defensores que negam com veemência os crimes cometidos ou o relacionamento com a quadrilha às quais pertencem, ameaçando processar judicialmente quem discordar das suas palavras, em verdade, são os principais cultores do discurso autoritário. 

    Também como exemplo de discurso autoritário, há o registro dos discursos agressivos magnata Donald Trump, principalmente os observados durante a sua campanha à presidência dos Estados Unidos.

    Entre as variadas formas de discurso autoritário, os mais nefastos são proferidos por detentores do poder econômico ou por “autoridades” que alienam partidários para os violentos atos de intimidação de opositores. 

    Entre as estratégias dos cultores do discurso autoritário há o político que não se preocupa com os problemas sociais nem com qualquer projeto de desenvolvimento para a região ou para o País. O seu objetivo é a conquista do poder pela compra do voto ou pelo domínio ao dizer exatamente aquilo que os seus seguidores querem ouvir, ainda que suas opiniões sejam irredutivelmente divergentes.

    Os discursos autoritários são vinculados à ideia de “convencer”, geralmente associados às “mentira”, aos “engodo” ou às planejadas formas de “manipulação”.

    4. Discurso lúdico

    O discurso lúdico está vinculado à liberdade, à democracia, ao entretenimento, ao menor grau de persuasão, visto que é destituído do tom imperativo e do desejo de convencer.

    Os discursos lúdicos revelam poesias, aventuras, divertidos jogos de palavras, encantamento, dinamismo, pluralidade de sentidos e de significados ante as interpretações assimiladas.

    Lúdico diz respeito a brinquedos, jogos ou entretenimento. Todavia, há os discursos lúdicos que podem produzir efeitos didáticos altamente eficazes.

    Os discursos lúdicos podem ser aplicados em:

    • congressos, simpósios, conferências, seminários, encontros, convenções e aulas;

    • espetáculos, reuniões, eventos de congraçamentos; 

    • reuniões familiares, empresariais, desportivas etc.

    4.1 Discurso lúdico e as escolhas do orador

    O estilo do discurso lúdico poderá variar desde o mais informal até o mais formal, sendo mais adequado às técnicas que o orador dominar, seja de forma natural ou de forma oculta.

    Como exemplos, temos os casos de profissionais que se dedicam às poesias e às variadas especialidades que podem ser manifestadas com naturalidade ou por meio de personagens que se apresentam em eventos, hospitais, clínicas, asilos, espetáculos programados ou em ocasiões especiais.

    4.2 A linguagem no discurso lúdico

    No discurso lúdico O orador poderá escolher a linguagem coloquial (expressões populares), ou a linguagem formal, considerando o seu público-alvo, o local da sua apresentação, a ocasião e o objetivo do seu discurso.

    5. Improvisação

    Improvisação implica exteriorizar parte do saber acumulado. 

    Improvisar significa fazer, inventar de repente ou preparar às pressas; falar, compor, ou escrever sem preparação; discursar ou versejar de improviso; arranjar repentinamente; fingir-se etc. Entretanto, há que se observar que o discurso considerado eloquente resulta da exteriorização de conhecimentos registrados e que, selecionados pela automação da consciência, ordenam as regras, as técnicas de retórica e as experiências há muito assimiladas pelo orador.

    É a prática aliada ao conhecimento que forja o talentoso tribuno.

    Quem lê pouco não pode aspirar perspectivas para evidenciar eloquência ao falar sem a devida preparação.

    Para desenvolver a automática capacidade de exteriorização, do seu potencial, toda pessoa deverá manter o hábito de:
    • aprimorar técnicas de assimilação do ato ou efeito de conhecer; de aprender;
    • elaborar, selecionar, fixar, conservar e evocar, quando oportuno, a sabedoria cultural.
    A fixação espontânea do conhecimento ficará mais evidente quando intervier o interesse do aprender com a emoção e a sistemática experimentação.

    Independentemente das circunstâncias, de haver ou não convite antecipado para o uso da palavra, toda e qualquer pessoa tem a imperiosa obrigação de se manter preparada para o adequado diálogo, redação ou discurso.

    Todas as experiências e todas as oportunidades deverão ser aproveitadas.

    Do uso correto e marcante de frases inesquecíveis, depende a consagração do comunicador.

    O quê, o porquê, o como, o quando, o quanto e o onde se vinculam à acertada metodologia da maturação que promove o despertar do grandioso talento comunicante. 

    O apropriado hábito linguístico tanto pode contribuir para sucesso nos diálogos quanto para as redações ou discursos.


    Continuaremos na próxima semana

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