Câmara Municipal, onde atuam cinco médicos e dois enfermeiros se esqueceram dos fisioterapeutas e dos terapeutas ocupacionais
Numa clara demonstração de falta de respeito para com os trabalhadores da área, os vereadores de Campo Grande aprovaram projeto de lei que estabelece o Plano de Carreira de várias categorias profissionais que atuam no serviço público municipal na área de saúde, mas se esqueceram de duas importantes categorias profissionais: os fisioterapeutas e os terapeutas ocupacionais.
A aprovação do projeto de lei se deu em sessão ordinária realizada na última quinta-feira 26. Na ocasião, os vereadores campo-grandenses aprovaram em regime de urgência os planos de carreiras dos profissionais da das áreas de Enfermagem, Medicina, Odontologia e dos servidores do setor Departamento da Vigilância Sanitária.
Como se sabe, a aprovação desses projetos resulta na valorização de todas as categorias profissionais elencadas e, diante dessa omissão em relação aos fisioterapeutas e aos terapeutas ocupacionais, ficam as seguintes perguntas no ar:
Fisioterapia e a Terapia Ocupacional não merecem a atenção e o respeito do poder público?
Os fisioterapeutas e os terapeutas ocupacionais não são importantes para a saúde pública?
Fisioterapia e a Terapia Ocupacional não merecem a atenção e o respeito do poder público?
Os fisioterapeutas e os terapeutas ocupacionais não são importantes para a saúde pública?
Com a aprovação do projeto, os profissionais de Enfermagem que integram a classe especial podem chegar a remuneração mensal de R$ 9.205,10, além da previsão da abertura de 400 novas vagas para enfermeiros e 1.200 vagas para técnicos.
O projeto também prevê melhoria salarial para os médicos, os dentistas e os agentes do Departamento da Vigilância Sanitária, além da perspectiva de abertura de novas contratações de profissionais por meio de concursos públicos.
Em síntese, a grande verdade levantada na sessão ordinária da Câmara Municipal da última quinta-feira, 26, é que, para os vereadores de Campo Grande, a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional não têm qualquer valor e, por isso, não merecem a sua atenção, daí terem destinado aos profissionais da classe literalmente NADA.
Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais de Campo Grande cumprimentam seus colegas enfermeiros, médicos, dentistas e agentes da vigilância sanitária pela conquista do Plano de Carreira, mas reiteram que, como na Câmara ocupam cadeiras cinco médicos e dois enfermeiros, era de se esperar que estes sete vereadores intercedessem em favor dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, profissionais que, como os médicos, os dentistas e os agentes da Vigilância Sanitária, são primordiais para a saúde pública em geral.
Mas, infelizmente, parece que não veem importância na Fisioterapia e na Terapia Ocupacional nem mesmo os vereadores que surgiram para a vida pública através do trabalho na área da saúde humana.
ASSECOM

