Kelly Francine foi presa nesta manhã durante a Operação Latrodectus. Ela e o irmão pagaram mais de R$ 30 para que o empresário fosse morto
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| Organização do crime conforme Polícia Civil |
Jonathan Marcelo foi assassinado com três tiros em frente à sua serralheria por um homem que estava em uma Honda CG 150, de cor vermelha. O crime aconteceu no dia 5 de julho, minutos depois que a vítima chegou ao local, após passar o dia visitando granjas da região de Ivinhema.
Foram seis meses de investigação que chegaram a Kelly Francine Vioto Fialho, de 28 anos, esposa do empresário, como mandante do crime. A mulher, que tinha um filho com a vítima e estava grávida do segundo na época, contou ainda com a ajuda do irmão, Geovane Vioto Fialho, de 25 anos. Juntos, os dois contrataram um amigo, conhecido como “Pikachu”, para organizar o assassinato.
Conforme a polícia, os irmãos ofereceram R$ 30 mil para que “Pikachu” encontrasse o executor do empresário. O escolhido foi Leandro Bazan Cruz Argilero, de 24 anos, que recebeu R$ 10 mil para isso. Com o dinheiro, ele ainda contratou o quinto envolvido, Johnny Alves da Silva, de 22 anos, que por R$ 2,3 mil matou a vítima a tiros.
Ainda segundo a investigação, os irmãos também entregaram a arma usada no crime, que pertencia à própria vítima. Após o homicídio, o revólver foi vendido em um grupo de WhatsApp por R$ 2,3 mil.
A polícia apurou ainda que no dia 5 de julho todas as câmeras da serralheria foram desligadas e os funcionários dispensados mais cedo pela mandante. Segunda a delegada Gabriela Violin o crime foi motivado por ciúmes, já que Jonathan tinha se envolvido com outra mulher. Já o cunhado aceitou participar por não admitir que a vítima deixasse a irmã com duas crianças e arrumasse uma segunda esposa.
“Depois de apurarmos toda a cadeia de distribuição dos R$ 30.000,00 que foram repassados pelos mandantes a título de pagamento pela execução, apuramos também que os dois mandantes arquitetaram um plano para que Johnny, o autor dos disparos, se entregasse sozinho e ocultasse o envolvimento dos outros quatro envolvidos”, detalhou o delegado Caio Henrique de Mello Goto, responsável pelo caso.
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| Policiais civis durante operação (Foto: Divulgação Polícia Civil) |
Para isso, os dois pagaram a Johnny R$ 50 mil para convencê-lo a se entregar. “A mandante afirma expressamente em diálogo com um terceiro, que pelo valor pago para que ele se entregasse, dormir com 200 homens em uma cela não seria problema”, pontuou o Delegado Caio Goto.
Um advogado chegou a marcar a apresentação de Johnny na delegacia na tentativa de atrapalhar as investigações, mas a operação foi realizada horas antes disso acontecer. Em entrevista a assessoria de comunicação da Polícia Civil o delegado explicou que os suspeitos eram monitorados enquanto armavam o plano para despistar a polícia.
“Ainda ontem à tarde monitoramos que a mandante Kelly se reuniu com familiares de um dos envolvidos, em uma granja na área rural, para combinar o discurso que todos deveriam falar em depoimento, a fim de que as informações estivessem de acordo com o que o executor diria ao se entregar”, detalhou Goto.
Para garantir o silêncio do assassino, Kelly arcava com as despesas do advogado e chegou a dar um carro para a família de Johnny, que até então não tinha nenhum tipo de veículo. A justiça de Ivinhema decretou a prisão preventiva de Kelly, Geovane, Leandro e Johnny Alves da Silva. O cunhado da vítima, no entanto, permanece foragido. Um quinto envolvido está preso temporariamente desde a semana passada.
Os autores irão responder homicídio qualificado e fraude processual qualificada, totalizando uma pena mínima, somada, de 12 anos e 6 meses de reclusão, podendo chegar a 34 anos.
A operação - Latrodectus mactans, remete ao nome científico da aranha popularmente conhecida como viúva-negra.
Fonte: campograndenews
Por: Geisy Garnes



