Campo Grande (MS),

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    30/01/2019

    Bolsonaro receberá ministros para falar sobre Brumadinho, diz Mourão

    Presidente passou por cirurgia na segunda-feira (28) para retirada da bolso de colostomia que foi colocada após atentado durante campanha

    ©DR
    Em reunião realizada nesta quarta-feira (30), o vice Hamilton Mourão afirmou que o presidente Jair Bolsonaro deverá se reunir com ministros para debater o encaminhamento da crise decorrente do rompimento da barragem em Brumadinho (MG).

    Segundo o general, os ministros Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional), Bento Costa Lima (Minas e Energia) e Ricardo Salles (Meio Ambiente) comparecerão ao escritório da Presidência montado no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

    Bolsonaro está internado desde domingo (27), para ser submetido à cirurgia decorrente do atentado que sofreu durante a campanha. No procedimento, realizado na segunda, os médicos retiraram a bolsa de colostomia que foi colocada no presidente na ocasião, em setembro.

    "Amanhã (quinta) três ministros mais envolvidos [com a tragédia em Brumadinho] devem ir a São Paulo para uma breve conversa com ele", afirmou Mourão, sublinhando a palavra breve, "até porque a recomendação e pedidos da família é visita só após segunda-feira".

    Como havia dito à Folha de S.Paulo, Mourão afirmou que se comunicou com Bolsonaro apenas por mensagem de texto, "com os últimos dados a respeito de Brumadinho".

    Ele se reuniu com Canuto, mas, disse que a tragédia em Brumadinho não foi abordada. "Conversamos sobre o plano que vai ter de ser apresentado para o próximo PPA (Plano Plurianual) em relação ao desenvolvimento regional no Nordeste, que é algo que nos preocupa bastante", resumiu o vice.

    Canuto deixou a reunião por uma porta dos fundos sem falar com jornalistas. Como relatou a Folha de S.Paulo, a atuação de Mourão como presidente interino incomodou o entorno familiar e político de Bolsonaro.

    O vice já havia despertado ciúmes na campanha, depois da facada que o então candidato sofreu em Juiz de Fora (MG). 

    NAOM-Com informações da Folhapress.



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