Campo Grande (MS),

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    22/11/2018

    Disfunção erétil pós-câncer de próstata tem cura: conheça tratamentos disponíveis no Brasil

    De acordo com urologistas, muitos homens temem o tratamento do câncer, por medo da disfunção, mas existe recuperação em quase 100% dos casos

    Tratamento pode ser feito com remédios, injeções ou próteses penianas
    A disfunção erétil é um dos problemas mais temidos pelos homens, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), e é um risco para pacientes submetidos ao tratamento do câncer de próstata com cirurgia ou nos casos avançados que necessitam um bloqueio hormonal (zerar a testosterona do sangue). E o medo desse possível efeito colateral afasta muitos homens do urologista, o que muitas vezes atrasa o diagnóstico da doença.

    De acordo com o uro-oncologista Guilherme Maia, pacientes que se consultam regularmente e fazem exames de triagem conseguem um diagnóstico precoce do câncer, tendo 90% de chance de evitar o bloqueio hormonal, que causa a disfunção erétil, popularmente conhecida como impotência sexual.

    Recuperação da ereção pós-câncer

    Segundo o médico, em pacientes com menos de 55 anos, mais de 98% recuperam a ereção após a cirurgia. Nos pacientes acima de 75 anos, este índice é de 50%. Quando a ereção não é recuperada de forma natural, há remédios e terapia de reabilitação peniana (realizada por meio de injeções no órgão), que têm em geral 75% de pacientes recuperados e satisfeitos.

    Casos mais graves podem ser tratados com o implante de uma prótese peniana. Existem dois tipos de próteses: a maleável e a inflável. A prótese maleável é composta de dois cilindros flexíveis colocados dentro do pênis. Ela cria uma ereção permanente e é posicionada para permitir a penetração e a relação sexual. Já a prótese peniana inflável simula o mecanismo natural de funcionamento do pênis, permitindo uma ereção totalmente rígida durante a relação sexual e depois a flacidez completa.

    Ela é composta por dois cilindros, um reservatório de soro contido no corpo e uma válvula localizada dentro do saco escrotal. Para obter uma ereção, o homem aperta o dispositivo e o soro do reservatório é transferido para o pênis, causando a ereção. Após a relação sexual, o homem dobra o pênis e o órgão volta para o estado de flacidez.

    De acordo com o especialista, o nível de satisfação com este tratamento é acima de 80% e os pacientes recuperam a atividade sexual em quase 100% dos casos e podem ser ativos sexualmente por toda a vida. Vale ressaltar que o prazer do orgasmo é multifatorial e não depende apenas da ereção, podendo ser atingido, inclusive com o pênis flácido.




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